Como escolher o berço do bebé

Cosleeping: melhor ou pior?

Hoje em dia estão muito na moda os berços que permitem à mãe dormir junto ao bebé, rebaixando uma das paredes do berço e prendendo o berço à cama. Estes berços podem trazer algum conforto aos pais e ao bebé, embora nem todos os bebés gostem desta opção.

Do conceito de cosleeping também faz parte a partilha de quarto, mesmo que num berço separado, e a partilha de cama, em que, ao invés de haver uma superfície só do bebé mas anexa à cama, o bebé dorme na cama dos pais.

A partilha de quarto está recomendada pela Academia Americana de Pediatria até aos 6 meses.

Tanto numa opção como noutra de cosleeping o mais importante é cumprir as regras de segurança de prevenção da Síndrome de Morte Súbita do Lactente e os acidentes:

  • Nenhum dos pais deverá fumar;
  • A mãe deverá estar a amamentar;
  • As cobertas, mantas, lençóis ou colchas não devem estar em contacto com o bebé e o mesmo se aplica às almofadas;
  • O bebé deve estar posicionado de forma que os pais não rolem acidentalmente para cima dele, não deve estar entre os pais;
  • Dado que o bebé deverá ficar num dos lados da cama, é preciso assegurar que não cai; as mães devem colocar os braços e pernas em seu redor, como num abraço e deverá haver uma protecção lateral.

Algumas vantagens do cosleeping são:

Facilita a amamentação nos períodos da noite

Pela proximidade; por outro lado muitas vezes o bebé faz pausa nocturna a partir da altura em que recupera o peso do nascimento e a manutenção da amamentação nocturna poderá deixar de ser nutritiva e passar a ser uma medida de conforto.

Sincroniza os períodos de sono dos pais e dos bebés

Muitas mães acordam naturalmente antes do bebé começar a chorar e acordam com despertares leves do bebé, permitindo que o confortem rapidamente.

Poderá acalmar o bebé e diminuir a ansiedade

Pela proximidade com os pais; suaviza a transição entre períodos de sono.

Diminui a ansiedade dos pais

Pela proximidade, a vigilância do bebé torna-se mais fácil, evitando que tenham de se levantar para irem verificar o bebé.Confere uma sensação de proximidade aos pais que não têm oportunidade de passar tanto tempo com o bebé durante o dia.

Algumas desvantagens são:

Os períodos de sono são mais curtos e a duração total inferior, tanto nos pais como no bebé

Este achado refere-se a qualquer forma de partilha de quarto e pesquisas recentes nesta área vieram revelar que bebés a dormirem no seu quarto a partir dos 2 meses têm maior duração total de sono tanto nesta fase como posteriormente.

Poderá criar um padrão de sono codependente

Em que o bebé precisa de um envolvimento parental total para voltar a adormecer tanto durante o dia como posteriormente.

Quanto ao envolvimento emocional e vinculação, não existe evidência que seja maior na opção de cosleeping. O mesmo se aplica em relação à associação à Síndrome de Morte Súbita do Lactente; não há evidência que seja menor e existem estudos que reportam um aumento na opção de berço de cosleeping, sob determinadas condições.

O mais importante é garantir que são cumpridas as regras de segurança e que a opção tomada é a mais confortável para os pais e bebé, dentro dessa condição. Cá em casa utilizamos um berço para cosleeping e mantemos a colcha só no lado do pai (claro que isto é mais fácil no Verão e com este calor). Até agora tem ajudado, porque nos permite ver a bebé e, quando acorda, conseguimos confortá-la rapidamente e voltarmos todos a adormecer (pelo menos eu e ela, que para acordar o pai era preciso uma manada a atravessar a casa). Às mães que estão a ler este blog, que opções escolheram?

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