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Como cuidar da pele do bebé

Cuidados com a pele do bebé

A pele do bebé é especialmente delicada e por isso é muito importante termos alguns cuidados para garantirmos que se mantém hidratada e evitarmos irritações e descamações.

Produtos de aplicação na pele

Devemos utilizar produtos próprios para bebé. Existem várias opções disponíveis, mas o princípio comum é evitar os perfumes e os irritantes dos olhos.

Devemos tentar ser consistentes nos produtos que utilizamos e escolher uma marca para toda a linha de produtos de higiene. Se o bebé se dá bem com essa marca devemos manter e não utilizar linhas diferentes com as quais pode ter reações variadas, inclusivamente alérgicas.

Para lavagem no banho temos os cremes lavantes, que usualmente se aplicam em pequena quantidade com uma toalha de rosto, luva ou pano ou com as mãos. Usualmente utilizo duas “doses” de creme lavante, a primeira espalho com a toalha de rosto para lavar o cabelo e depois as pregas e o resto do corpo. A segunda aplico diretamente na água do banho.

Também existe o creme lavante para a zona da fralda, que deve ser lavada antes do banho (para não sujar a água onde vamos lavar o resto do corpo). A maioria das opções não requer enxaguamento e pode ser aplicado com compressa húmida na zona da fralda de frente para trás.

Depois do banho é importante utilizar creme hidratante, que, no caso dos bebés, costuma ser de face e corpo. Devemos lembrar-nos de aplicar nas zonas onde os bebés transpiram mais e que, por isso, têm mais tendência a pele irritada – o pescoço, atrás das orelhas, as axilas, as virilhas e atrás dos joelhos.

Aplicação de creme na pele do bebé. Imagem digital. Howcast. Web. 15 de Agosto de 2017. <www.howcast.com>

Secagem da pele

A pele deve ser sempre bem seca a seguir ao banho, com uma toalha de algodão turca o mais grossa possível (para que absorva bem a água e não fique logo completamente encharcada) com pequenos toques ao longo da pele (sem esfregar) e insistindo atrás das orelhas, nas axilas, no pescoço, virilhas e atrás dos joelhos.

Frequência dos banhos

Os banhos são uma das razões mais frequentes para irritação da pele porque a água morna e os cremes lavantes retiram os ácidos gordos da pele, que a mantêm hidratada.

Por este motivo está recomendado que os bebés tomem banho 2-3 vezes por semana. Nesta altura de Verão, em que os bebés transpiram mais, o banho pode ser diário. Cá em casa dou banho diariamente. Nestas situações em especial, o banho deve ser rápido, apenas o tempo suficiente para lavar o bebé e devemos utilizar sempre creme hidratante a seguir. Quando a pele está mais irritada podemos inclusivamente aplicar o creme com a pele ainda húmida, para ajudar a “manter” a água nas células da pele.

A zona da fralda

Para evitar irritações desta zona (dermatites) ou infeções fúngicas (candidíase) devemos manter esta zona o mais seca possível, mudando a fralda sempre que estiver muito húmida ou com cocó. Hoje em dia as fraldas descartáveis são muito absorventes e evitam este tipo de complicações. Nos bebés com mais tendência a irritações da pele nesta zona, devemos procurar fraldas com absorção extra para o período da noite, para não termos de acordar o bebé.

Sempre que mudamos uma fralda com cocó devemos aplicar creme barreira. Nos casos de irritação da pele devemos aplicar cremes reparadores, que incluem zinco na sua composição (como por exemplo o CicalfateⓇ, o MitosylⓇ ou o EryplastⓇ) em todas as mudanças de fralda.

O creme barreira funciona exactamente como uma barreira à entrada de humidade na pele mas também não deixa a pele “respirar”, daí que não deva ser aplicado em todas as mudanças de fralda. Como a minha bebé tem tendência as irritações na zona da fralda, eu utilizo creme reparador; quando a pele está irritada aplico em todas as mudanças de fralda, quando está bem aplico apenas quando a fralda tem cocó.

A zona da boca

Esta zona fica muitas vezes irritada quando os bebés se começam a babar e pelo contacto com a chucha.

Devemos limpar frequentemente a saliva. As chuchas devem ser “ventiladas” (ou seja, ter orifícios que permitam a saída de saliva) e, hoje em dia, existem chuchas com abas flexíveis que irritam menos a pele.

Proteção solar

Devemos aplicar creme solar com fator de proteção superior a 30, preferencialmente 50+, sempre que saímos com o bebé à rua nos meses de Maio a Outubro e evitar exposição solar direta dos bebés com menos de 6 meses (preferencialmente até aos 12 meses) e sempre nas horas do calor (11-16 horas).

Temperatura ambiente

Com o calor os bebés transpiram e a pele fica irritada sobretudo na zona do pescoço, axilas, parte da frente dos cotovelos e parte de trás dos joelhos. Podem aparecer pequenas borbulhas vermelhas interpostas por pele normal, a que chamamos sudamina e que podem dar comichão.

Para evitar esta irritação, devemos vestir o bebé com roupas largas e leves. O bebé deve utilizar até mais uma camada de roupa do que o adulto. Devemos ajustar a forma como vestimos o bebé ao nosso grau de conforto com as roupas que temos vestidas.

No Inverno é comum utilizarmos aquecimentos que secam o ar. Por este motivo devemos investir num humidificador, para evitar que a pele fique seca e que o nariz inflame. Devemos limpar frequentemente o humidificador para que não apareçam fungos.

Lavagem da roupa

Os detergentes com que lavamos a roupa devem ser o mais livres possível de perfumes; existem no mercado várias opções para bebé.

A roupa pode ser seca na corda ou no secador mas na corda está mais sujeita a retenção de pólens que podem causar alergias da pele e do nariz. A temperatura do secador é suficiente para diminuir a quantidade de bactérias na roupa e comparável a engomar.

A pele é o nosso maior órgão pelo que devemos cuidar dela com especial atenção, sobretudo nos bebés em que é mais frágil e pode causar desconforto.

Como cuidar da roupa do bebé

Cuidados com a roupa do bebé

A roupa do nosso bebé está em contacto com a pele durante todo o dia. Por este motivo é importante tentar que não cause reações alérgicas da pele ou infeções.

No entanto, como em tudo, há que aplicar algum bom senso aos cuidados com a roupa. Se o bebé está frequentemente ao nosso colo e agarrado à nossa roupa, não faz muito sentido que os cuidados com a roupa do bebé sejam muito diferentes dos nossos.

Algumas regras para os cuidados com a roupa são:

Lavar a roupa do bebé em separado

Esta regra é especialmente importante durante o primeiro mês, em que o sistema imunitário é particularmente vulnerável e ainda houve pouco contacto com a flora microbiana dos pais. De salientar que todos nós temos um conjunto de bactérias que vivem conosco e essas bactérias passam para o nosso bebé desde o nascimento; por outro lado o bebé também nos vai passando algumas bactérias dele, de modo que a flora microbiana dos dois acaba por se tornar igual. Aos 3 anos os bebés têm uma flora microbiana semelhante à do adulto.

As bactérias que vivem conosco passam para o nosso bebé no parto e depois predominantemente pela pele e não pela roupa.

Continua a ser recomendado na maioria dos cursos de preparação para o nascimento e cursos de puericultura a lavagem em separado até aos 6 meses, sem no entanto haver uma fundamentação para esta regra.

A roupa do bebé deve ser lavada com detergente próprio para bebé e sem utilizar amaciadores

A roupa do bebé deve ser lavada com produtos que tenham a menor quantidade de perfume possível. Não sei se se terão lembrado alguma vez de comparar os rótulos dos detergentes “normais” e dos detergentes para bebé, mas a maior diferença é a presença de enzimas, corantes e emulsificantes nos primeiros e a quantidade de fragrâncias. Estas substâncias podem ser irritantes para a pele do bebé.

Os amaciadores funcionam por formarem uma camada à superfície da roupa e “atraírem” os fios do tecido de forma a que “se levantem”, dando à roupa uma consistência mais macia. Estes amaciadores também contêm corantes e fragrâncias, pelo que podem irritar a pele do bebé.

A roupa do bebé deve ser lavada “à mão”

Hoje em dia a maioria das máquinas de lavar roupa têm programas próprios para roupas delicadas e até programas de “lavagem à mão”. A utilização da máquina de lavar tem a vantagem de poupar tempo aos pais mas também de ser uma lavagem mais eficaz, por durar mais tempo e permitir um contacto com os detergentes e um enxaguamento e centrifugação mais profundos do que o que é feito manualmente.

É importante garantir que a temperatura não ultrapassa os 40ºC. Podem ser efetuadas lavagens em programas de 20-30 minutos e com centrifugação.

A roupa do bebé deve ser bem seca

Na maioria dos cursos de preparação para o nascimento e puericultura é recomendado que a roupa seja seca na corda e ao Sol. O motivo para esta recomendação é que o calor e luz do Sol matam as bactérias. Há que lembrar que as bactérias andam em todo o lado e portanto quando recolhemos as roupas da corda elas já estão contaminadas com bactérias do ar. As molas com que as prendemos também não são assépticas.

O Sol funciona como um desinfectante na medida em que a radiação ultravioleta é eficaz em reduzir a quantidade de bactérias que estão na roupa.

A desvantagem de colocar a roupa a secar ao Sol é que facilmente fica repleta de pólens, sobretudo na Primavera e Verão e outras impurezas nas alturas em que está mais ventoso e está comprovado que a roupa seca na corda causa mais alergias do que se for seca no secador.

A secagem da roupa na máquina de secar é perfeitamente aceitável. As máquinas de secar atingem os 52-58 ºC, temperaturas muito superiores às ambientes e que também são eficazes a reduzir a quantidade de bactérias na roupa. O problema é que a maioria das roupas do bebé vem com o sinal na etiqueta de proibição de secagem na máquina, ou seja, pode encolher. Muitas roupas com este sinal toleram bem a máquina de secar, por isso é uma questão de ir vendo, mas arrisca-se a que algumas roupas fiquem inutilizadas.

Na máquina de secar pode utilizar bolas de ténis (devidamente lavadas) que, com a rotação do tambor, funcionam como um amaciador sem a desvantagem dos corantes e fragrâncias.

A noção mais importante é que a roupa nunca deve ser guardada húmida, não tanto pelas bactérias que contém mas sim pelos fungos, que gostam de humidade e podem contaminar a pele do seu bebé.

A roupa do bebé pode ser passada a ferro

Aqui escrevo pode, porque este conselho é excelente para quem pode mas pessoalmente eu daria em maluca se passasse a ferro as cerca de 40 peças de vestuário que a minha bebé utiliza por semana …

O ferro atinge temperaturas de 180-220ºC mas o contacto com a roupa é curto. A eficácia a diminuir a quantidade de bactérias é semelhante à utilização de um secador durante 30 minutos (que acaba por ser mais prático para quem o tiver). Quem estende a roupa ao Sol já fez este passo de expôr a radiação UV e diminuir a quantidade de bactérias, para além de que as bactérias que estão na roupa não são nocivas para o bebé, na generalidade.

A roupa do bebé deve ser inspeccionada regularmente e removida se não estiver em condições

Este ponto é especialmente importante no que toca a molas e botões. De cada vez que veste o seu bebé deve verificar se alguma mola ou botão está solto, porque o bebé pode pegar e levar à boca. As molas e botões são objetos pequenos e há risco de aspiração e obstrução das vias respiratórias. Este ponto é o mais importante de todos.

No fim de tudo isto, keep calm que não é a roupa que vai trazer mal ao seu bebé. Eu pessoalmente é coisa que não gosto de fazer é tratar da roupa e nada disto me dá nenhum prazer; só gosto de a comprar! Costumo fazer 2-3 máquinas de lavar por semana, seco a roupa na corda (e em breve vou começar a utilizar o secador, porque é difícil expor ao Sol no Inverno) e guardo quando está bem seca.

Como assegurar a higiene e desinfeção junto do bebé

Prevenção das infeções, desinfeção e afins

Quem me conhece sabe que sou um bocadinho obsessiva (talvez até seja um eufemismo dizer um bocadinho). Passei muito tempo às voltas com este tema, sobretudo quando a minha bebé era recém-nascida.

Não há assim muitas fontes onde ler sobre isto e portanto eu acabei por fazer isto um bocadinho “a olho”. Pesquisando com mais calma apercebi-me que afinal há uma fundamentação sobre este tema e achei que era útil partilhá-la convosco.

Os cuidados na prevenção de infeções e desinfeção são sempre importantes mas especialmente no bebé pequeno. Tenho muita dificuldade com termos como “bebé pequeno” porque não querem dizer nada e portanto especificando, para este efeito bebé pequeno quer dizer até aos 3 meses.

Quando pensamos em manter o bebé limpo, associamos a não se andar a arrastar pelo chão, não mexer na taça do cão, não lamber as mesas dos cafés … e muitas vezes esquecemo-nos do principal hospedeiro de infeções – as pessoas.

Ora aqui andamos nós a utilizar banheiras próprias do bebé, que lavamos meticulosamente, a tratar as chuchas como se fossem compressas esterilizadas, a secar a roupa na corda para o calor do Sol matar os “bichinhos” que ficam na roupa. E depois chega a tia avó ou a prima e espeta um beijo na cara do nosso bebé e torna todo este esforço que fazemos redundante. E aqui começa a nossa luta …

Porque do ponto de vista dos familiares e amigos, todos querem tocar, beijar e abraçar o bebé e para eles uma mãe que limita este contacto está a privar os outros de uma manifestação de carinho e vai de “má” a “incorreta” a “malcriada” a “maluca” … Já ouvi de tudo para descrever estas terríveis mães que mais não fazem que não seja protegerem o seu bebé.

A verdade aqui é esta: as infeções no bebé pequeno podem ser muito graves, difíceis de detectar e podem evoluir muito rápido.

Portanto, para as mães que se massacram, como eu, a dizer às pessoas à volta para terem cuidado, eu venho aqui dizer estão a fazer exactamente o que deviam e não deixem que ninguém vos diga o contrário.

Sim, é verdade que é a exposição às infeções que ajuda o sistema imunitário a “aprender” e a defender-se futuramente dessas mesmas infeções. Não, isso não significa expôr o bebé a essas infeções rapidamente para ajudar nesse processo. Esse processo vai acontecer naturalmente e não há necessidade nem se deve expôr um bebé pequeno, com um sistema imunitário imaturo, a infeções das quais poderá ou não conseguir defender-se. O bebé deve ser protegido dessa exposição nos primeiros 3 meses e, se possível, 6 meses.

Passando aos aspetos práticos, vamos jogar à defesa…

Torne a lavagem das mãos uma regra

No meu caso, eu disse mesmo que havia duas regras – lavar as mãos antes de tocar na bebé e não há beijinhos. Pode não ter sido muito bem visto mas melhor isso que uma infeção num bebé pequeno.

A lavagem das mãos deve ser feita antes de tocar no bebé, preparar comida, mudar a fralda, ir à casa de banho ou ao entrar em casa. Se esta regra for difícil de impôr, uma solução é dizer que, se fazem questão de tocar ou beijar que o façam nos pés. Até aos 9 meses o bebé não consegue tocar nos pés nem pô-los na boca pelo que o risco nestas zonas é baixo.

Leve desinfetante das mãos consigo

Se tiver consigo desinfetante quando anda na rua, serve para si e serve para as pessoas que estiverem consigo quando não há um lavatório próximo. O desinfetante deve ser esfregado nas mãos durante 15-20 segundos. Claro que é difícil cronometrar o tempo que as pessoas levam a desinfetar as mãos e já é bastante bom se utilizarem o desinfetante.

Evite locais com muitas pessoas, sobretudo se forem espaços fechados

Esta regra é lei quando se trata de um recém-nascido. Diga à família que venha “aos bocados” e que não se juntem todos de uma vez. Não leve o bebé para centros comerciais ou igrejas. Não leve o bebé ao hospital exceto se o bebé precisar mesmo de observação médica. As salas de espera dos hospitais são dos sítios mais perigosos para um bebé pequeno porque quem lá está usualmente está doente e portanto há risco que passe a doença a outros.

Se for sair prefira uma esplanada às mesas “lá dentro” (no Verão não há melhor do que apanhar um bocadinho de ar fresco e ventilar as ideias, tanto mãe/pai como bebé!). Os jardins, os parques e até andar na rua são todos boas opções. Não fique fechada em casa; não é bom para a sua cabeça, nem para o bebé diferenciar dia e noite.

Lembre as visitas de não virem se estiverem doentes

Por estranho que pareça, há quem se esqueça disto, sobretudo quem não tem bebés ou já os teve há muito tempo.

Culpe o pediatra

Se estas regras forem difíceis de implementar e a família e amigos não percebem ou não respeitam os seus pedidos neste sentido, diga que é uma ordem do pediatra. Para o efeito, quem está a ler isto neste momento pode-me culpar a mim, que nisto eu não me importo nada de ser a má da fita. E também vos digo que também já “usei” o pediatra da minha bebé para criar estas regras cá em casa.

Evite contacto com outras crianças, sobretudo se estiverem doentes

As crianças são as que mais têm infeções e as que mais “transportam bichinhos”. É claro que não podemos, nem devemos limitar o contacto com irmãos, por exemplo. Mas podemos adiar o contacto com os filhos dos amigos pelo menos até fazer um mês.

Se possível o bebé beneficia de ficar em casa até aos 18 meses. Claro que muitos de nós trabalham, mas se pudermos escolher entre ir à escola ou uma ama, em termos de risco de infeção é preferível a ama, porque evita ou diminui o contacto com outras crianças.

Em termos de desenvolvimento as crianças só necessitam de contacto com outras crianças a partir dos 3 anos, em que a brincadeira deixa de ser paralela (ou seja as crianças brincam mas não com os outros; embora possa parecer que brincam com os outros, não há uma interação verdadeira) e passa a ser interativa.

Tente saber a política da escola que o seu bebé frequenta quando uma educadora ou auxiliar está doente. Fica em casa?

Se tiver ama, estabeleça com ela o que prefere que seja feito quando está doente e, se possível, arranje alternativas.

Se não tiver uma alternativa à escola, se não puder ter uma ama ou se não puder faltar ao trabalho quando a educadora/auxiliar/ama estiver doente, não se culpabilize. Nós fazemos o que é possível pelos nossos bebés, culparmo-nos só gera ansiedade, que não ajuda em nada.

Vacine o seu bebé

Siga o Programa Nacional de Vacinação e, se possível, vacine com as vacinas extra-Programa, nomeadamente a vacina contra o rotavírus (Rotarix Ⓡ e Rotateq Ⓡ) e contra o meningococo do grupo B (Bexsero Ⓡ). Lembre-se que o facto de que as vacinas protegem contra doenças que já não se vêem por aí acontece como resultado de anos de vacinação e que, se deixarmos de vacinar, essas doenças podem e provavelmente vão reaparecer. Lembre-se também que essas doenças têm um potencial de mortalidade e de complicações muito grande. A responsabilidade é sua para com o seu bebé e para com os outros. É a imunidade de grupo que protege os bebés pequenos que ainda não têm idade para se vacinarem.

Tente não se preocupar demasiado

As bactérias estão em todo o lado, no ar, nas superfícies, na roupa. É impossível evitar completamente o contacto com elas. Não se culpabilize se o seu bebé foi beijado uma vez ou esteve com um primo que depois ficou doente…

Fazemos o que é possível e o que é razoável.

Lembre-se que a responsabilidade é sua e de mais ninguém

Se sentir que os familiares e amigos estão a pressionar e a pôr em causa os seus pedidos, lembre-se que não são eles os pais. A responsabilidade de proteger o bebé é sua e não deles. Por isso tente ser assertiva, se for preciso explique as suas razões com calma e determinação. Ao fim de algum tempo torna-se mais fácil.

Esta é uma das minhas maiores lutas e das mais difíceis. Quem me conhece sabe que chego a um café e ponho o desinfetante das mãos em cima da mesa. Sim, pareço maluca e se calhar até sou; mas mais vale isso do que uma infeção. E mais vale isso do que depois ficar a pensar nisso.

Não gosto de andar a discutir por isso dou muitas explicações, se calhar mais do que devia. Mas depois de explicar, não arredo pé.

Não costumo ser assertiva mas percebi que, se eu não defender a minha bebé, ninguém vai assumir essa tarefa por mim. E defender a minha bebé tem de vir acima de tudo o resto.

E sobretudo há que ter bom senso. Quando ela andar a arrastar-se pelo chão, não vale a pena desinfetar as mãos! Vai-me custar, vou ter de respirar fundo, fechar os olhos e aceitar mas há que ter bom senso! (isto é uma nota mental para mim, não para quem me lê ;)).

Cuidados com o cordão umbilical

Cuidados com o cordão umbilical

O coto umbilical impressiona muitas vezes os pais, sobretudo quando cai. Não estamos muito habituados a mexer no coto umbilical, pelo que não é uma atividade muito confortável e a ideia de que o cordão foi responsável pela circulação de sangue da mãe para o bebé, ainda nos impressiona mais.

O cordão umbilical é composto por duas artérias (que na gestação transportavam sangue do bebé para a mãe) e uma veia (que transportava sangue da mãe para o bebé). Na altura do parto é clampado com uma “mola” (clamp) no extremo placentar e no extremo do bebé e cortado.

Existe, no entanto, um processo fisiológico de oclusão do cordão umbilical pós-natal, caracterizado por vasoconstrição e colapso do cordão e que ocorre cerca de 3 minutos após o nascimento do bebé.

Depois inicia-se o processo de mumificação, que se caracteriza pela infiltração do coto umbilical por glóbulos brancos que decompõem o tecido e que originam uma zona de delimitação entre o coto umbilical e os tecidos abdominais circundantes. Esta explicação vai ajudar a perceber que produtos utilizar nos cuidados ao cordão.

O cordão umbilical deve ser mantido limpo e seco; a limpeza deve ser efetuada uma vez por dia, preferencialmente na altura do banho. Pode ser molhado e inclusivamente submerso no banho (embora muitos autores ainda recomendem apenas “banhos à gato” até à queda do cordão, porque a humidificação atrasa a queda). Deve ser bem limpo depois do banho utilizando uma compressa embebida em água ou soro fisiológico e depois bem seco com compressa seca.

Para realizar a limpeza e secagem o coto umbilical deve ser colocado na posição vertical, segurando pelo clamp e limpando de baixo (tecido saudável menos contaminado) para cima (tecido exposto e em mumificação e por isso mais contaminado).

Exceptuando em casos de inflamação local (vermelhidão, inchaço ou presença de líquido amarelado), deverá ser utilizada água ou soro fisiológico, ao invés de álcool a 70º, que se utilizava anteriormente. O álcool “mata” os glóbulos brancos e portanto poderá atrasar a decomposição e a queda do cordão umbilical.

O coto umbilical não deve ficar coberto e portanto deve ser efetuada uma dobra na parte da frente da fralda para evitar contacto com o cordão ou utilizar fraldas que já tenham este formato.

É preferível a utilização de t shirts largas a bodies nesta fase ou, utilizando bodies, que sejam também largos.

Nunca se deve puxar o coto umbilical; ele cairá espontaneamente

A queda do cordão ocorre até aos 21 dias de vida, sendo mais usual que aconteça até aos 14 dias. Quando o cordão cai poderá sair uma pequena quantidade de sangue (o mesmo acontece durante a limpeza diária), que deverá ser limpo com compressa embebida em água ou soro fisiológico. Poderá também sair uma pequena serosidade, líquido claro esbranquiçado, que é normal.

Alguns motivos de preocupação que devem levar os pais a procurarem observação médica são a vermelhidão e/ou inchaço na pele que rodeia o coto umbilical, saída de líquido amarelo ou esverdeado espesso, odor desagradável do coto ou do líquido que sai, choro inconsolável com o toque na zona do coto umbilical, sinais estes que poderão ou não estar associados a febre. Estes são sinais de infecção umbilical, designadamente onfalite e, no recém-nascido, requerem observação médica urgente e tratamento com antibióticos endovenosos. Também deve ser procurado auxílio médico se a zona do cordão sangrar continuamente.

Outra complicação possível do coto umbilical é a formação de um granuloma, uma zona muito rosada a avermelhada e da qual sai líquido amarelo e que não se acompanha de vermelhidão da pele circundante, nem inchaço, nem febre e que poderá ter de ser tratado com aplicação local de nitrato de prata. Esta complicação é minor e pode ser tratada no âmbito de uma consulta de vigilância; não é necessário ir à urgência por este motivo.

O cordão pode cair no banho ou até dentro da roupa do bebé e a queda pode só ser notada depois. Apesar de não estarmos familiarizados com o coto umbilical, não é motivo para sustos e basta limpar e secar a zona e vigiar os sinais de alarme.

Como mudar a fralda ao bebé

Mudar a fralda: quando e com que frequência?

A hora de mudar a fralda é o que mais muda de família para família. Há quem mude com uma periodicidade definida, há quem mude sempre que está molhada ou suja.

Há quem mude de noite e há quem deixe ficar excepto se estiver suja com cocós.

Há quem mude antes de mamar e há quem mude depois.

Cá em casa mudamos sempre a seguir a mamar. Também mudamos se tiver cocó. Durante a noite deixamos estar a menos que esteja acordada ou tenha cocó.

O contacto prolongado com o chichi poderá resultar numa dermatite das fraldas mas até agora não tivemos esse problema.

O creme barreira evita a dermatite e há quem aplique só quando a zona da fralda está vermelha, quem aplique só quando muda fraldas sujas de cocó e quem aplique sempre.

Cá em casa aplicamos quando a fralda está suja com cocó e obviamente se a pele estiver vermelha (mas ainda não aconteceu).

O creme barreira deve ter na sua composição zinco, que facilita a cicatrização.

Como fazem as mães que por aí andam a ler isto?

Como aparar as unhas do bebé

As unhas: limar ou cortar?

As unhas do bebé são, de longe, a meu ver, a parte do corpo mais difícil de cuidar. Os bebés quando nascem, sobretudo se depois das 37 semanas, já têm as unhas crescidas e, apesar de serem moles, são afiadas o suficiente para se conseguirem arranhar.

Por esse motivo muitos pais colocam luvas ou meias na maternidade para evitar que o bebé se magoe.

Na fase inicial as unhas são muito moles pelo que está recomendado limar com uma lima de cartão. Limar é a forma mais segura de aparar as unhas mas tem a desvantagem de demorar mais tempo.

A partir do mês de vida as unhas tornam-se mais rígidas e podem ser limadas ou cortadas com tesoura própria para unhas de bebe (pontas arredondadas e lâminas curvas). Os corta-unhas não são seguros porque não têm protecções para evitar cortes acidentais, como acontece com as tesouras.

As unhas das mãos devem ser aparadas ao longo da curva da unha cerca de uma vez por semana. Quando é utilizada a tesoura, os cantos devem ser limados.

As unhas dos pés devem ser aparadas rectas e geralmente só necessitam de ser cortadas uma vez a cada duas semanas.

Para aparar as unhas deve ser retraída a pele da polpa do dedo e imobilizado o dedo entre os dedos do cuidador, para que não sejam feitos cortes acidentais. Quando é utilizada a lima, há que ter o cuidado de não limar a pele por baixo da unha ou nos cantos.

Alguns truques para conseguir aparar as unhas mais facilmente são: aproveitar o tempo em que o bebe está a dormir ou a comer (por estar mais relaxado), aparar a seguir ao banho (as unhas ficam mais moles), aparar as unhas a dois (um dos cuidadores segura o dedo e apara e o outro distrai o bebe) e pedir ajuda a pais mais experientes, sobretudo no caso de pais de primeira viagem.

Roer as unhas do bebé está contra-indicado pela possibilidade de infectar a pele dos dedos com bactérias da boca.

Se acontecer algum acidente, nomeadamente alguma ferida ao cortar as unhas, deve ser aplicada um compressa e efectuada pressão sobre a ferida até parar de sangrar, tendo o cuidado depois de limpar a ferida 2-3 vezes ao dia. Não devem ser aplicados pensos rápidos nem pensos em gel, porque os bebes levam os dedos à boca e podem engolir ou aspirar o penso.

Para mim esta é uma tarefa da qual não gosto muito, porque a minha bebé acorda sempre que começo a aparar as unhas e a comer começa a chorar; a distracção é a única coisa que resulta. Por outro lado as unhas são pequenas e nunca as aparo sem ter outra pessoa ao lado. É difícil limar a unha porque parte facilmente. Pode ser que se torne mais fácil à medida que vai crescendo.

Como escolher as melhores fraldas

Como escolher as fraldas?

Escolher as fraldas para o bebé pode ser difícil. Existem várias escolhas no mercado: descartáveis/reutilizáveis, por tamanho, por textura, por taxa de absorção.

O que procuramos é que sejam as fraldas mais suaves e absorventes de forma a que o nosso bebé esteja o mais confortável e seco possível.

Descartáveis versus reutilizáveis

As fraldas descartáveis são bastante práticas porque são utilizadas uma vez e deitadas fora, não requerem nenhum tipo de manutenção e são leves e adequadas ao peso do bebé.

Apesar dos inúmeros descontos e promoções que existem em qualquer altura do ano, o custo total de utilização de fraldas descartáveis até ao desfralde é superior ao custo de utilização das fraldas reutilizáveis. Se a criança utilizar 6 fraldas por dia até aos 2,5 anos gastará 5.475 fraldas no total, o que corresponderá a um total de 1.070€ aproximadamente (para um preço em promoção de 18€ por 92 fraldas – portanto o melhor cenário). Em termos ecológicos, são prejudiciais para o ambiente porque demoram cerca de 180 dias a decompor.

São compostas por polímeros e fibras celulósicas e o seu revestimento exterior é de polímero de polietileno poroso, que retém os líquidos mas deixa sair os vapores. O revestimento interno é de plástico polipropileno e poderá incluir, consoante as marcas, vitamina E, aloe vera ou loções. O absorvente utilizado mais frequentemente é o poliacrilato de sódio, que se transforma em gel quando em contacto com líquidos. Na sua produção é utilizado cloro para branqueamento e amolecimento, que poderá originar dioxinas, substâncias que são tóxicas; no entanto a quantidade de dioxinas presente nas fraldas descartáveis é mínima.

Outra consequência conhecida da utilização de fraldas é a dermatite perineal, que consiste na irritação da pele na zona da fralda e que ocorre pelo contacto prolongado da pele com urina e fezes. A maioria das fraldas descartáveis deixa sair o vapor, minimizando mas nunca anulando a probabilidade de surgir dermatite. Para evitar esta consequência devem ser utilizados cremes barreira quando é detectada irritação cutânea e poderão também ser aplicados em cada muda de fralda, sobretudo quando a fralda tem fezes.

As fraldas reutilizáveis têm a vantagem de ter um custo total inferior (cada fralda custa em média 20€ e são necessárias 30 fraldas, pelo que o custo é de 600€) mas há que lembrar que implicam mais gastos em água, eletricidade e detergente (porque implicam lavagem de fraldas a cada 2-3 dias). Representam uma poupança em termos monetários especialmente relevante se utilizadas em mais do que um bebé. São mais ecológicas porque não são deitadas fora. Estão menos associadas a dermatite perineal e são mais frescas, mantendo uma temperatura 4ºC inferior às descartáveis.

Têm, no entanto, algumas desvantagens. Necessitam de lavagens frequentes (a cada 2-3 dias da semana) e não podem ser lavadas com a maior parte dos detergentes comercializados (nomeadamente não podem conter glicerina nem branqueadores ópticos). Os detergentes necessários são mais caros do que os habitualmente utilizados (para um detergente próprio para fraldas reutilizáveis, para 45 lavagens custa habitualmente cerca de 20€, que possibilitarão lavagens para 2,5-3 meses, enquanto para um detergente com branqueadores ópticos, usualmente comercializado nos supermercados, para 56 lavagens, ou seja 4 meses, custa os mesmos 20€).

Outro aspecto é que necessitam de pré-lavagem e lavagem a 40 ºC durante uma hora (correspondendo a 2 horas de utilização da máquina de lavar roupa a cada 2-3 dias).

Por outro lado, para representarem uma poupança em termos monetários, são ajustáveis (pela utilização de molas) ao tamanho do bebé, pelo que, na sua maioria, são muito volumosas numa fase inicial. Alguns pais reportam a ocorrência de fugas por dificuldade no ajuste das fraldas na zona das coxas. Também são menos práticas, por implicarem guardar a fralda para lavar após a utilização, sobretudo fora de casa.

Alguns pais optam por utilizar apenas fraldas descartáveis, outros utilizam fraldas reutilizáveis exclusivamente e ainda outros fazem um misto (fraldas reutilizáveis em casa e descartáveis na rua).

Tamanho

As fraldas descartáveis são ajustadas ao peso do bebé. Há que recordar que um bebé recém-nascido utiliza 8-10 fraldas por dia, passando, a partir dos 3 meses, a utilizar 6-8 fraldas por dia e a partir dos 9 meses cerca de 5 fraldas por dia.

Os tamanhos geralmente são: 0 (3 kg), 1 (2-5 kg), 2 (3-6 kg ), 3 (4-10 kg) e 4 (8-14 kg).

Para comprar fraldas é bom lembrar que a maioria dos bebés nasce com um peso em torno dos 3 kg ou superior (pelo que é uma opção comprar logo o tamanho 2 inicialmente) e aos 2 meses já atingiu os 5 kg. Assim uma opção seria comprar cerca de 750 fraldas tamanho 2 e não mais para a fase de vida inicial.

As fraldas reutilizáveis podem ser compradas para recém-nascido ou tamanho único (3,5 kg até ao desfralde).

Textura e taxa de absorção

As fraldas descartáveis têm a opção clássica e a opção suave. A opção suave difere pela maior capacidade de absorção e pela textura mais suave dos materiais em contacto com a pele.

Para os bebés de maior idade existem ainda as opções de maior absorção para a noite e para o dia a dia e as opções para utilização na água (mar ou piscina) impermeáveis.

As fraldas reutilizáveis são compostas por algodão.

Existem várias alternativas no mercado no que toca a fraldas e, como em tudo, são opções que se adaptam a cada família, às suas necessidades e hábitos. Acima de tudo pretende-se que os pais e o bebé estejam o mais satisfeitos e tranquilos possível.

Como dar banho ao bebé

Como dar banho ao bebé?

O banho pode ser um momento familiar cheio de sorrisos e boa disposição mas isto nem sempre acontece com alguns bebés.

Nem todos os bebés adoram o banho, sobretudo quando ainda são recém-nascidos. Alguns assustam-se e não gostam do contacto com a água. Outros gostam de estar no banho mas choram muito quando saem. E na fase inicial, sobretudo para pais de primeira viagem, ainda há alguma insegurança e muitas dúvidas e os bebés são especialistas a sentir a incerteza dos pais..

À medida que a idade vai avançando e os pais se tornam cada vez mais experientes a dar o banho, esta altura do dia vai sendo cada vez mais fácil e os bebés que não acham tanta piada ao banho acabam, muitas vezes por gostar.

Para mim, que algumas vezes tenho de dar o banho sozinha, precisei de simplificar algumas coisas.

A hora

Escolhi fazer o banho à tarde, por volta das 18h30 mas a escolha da hora é única para cada família. Se o bebé está bem disposto de manhã mas ao fim da tarde já está muito impaciente, se calhar o melhor é dar o banho de manhã. Algumas famílias preferem dar o banho imediatamente antes de deitar, por volta das 23h30. Para nós isso desregularia toda a rotina cá em casa e seria uma fonte de stress. O mais importante é ser adequado a cada família. Também depende se têm outros filhos em casa.

O local

Pode ser feito no quarto do bebé ou na casa de banho. Nós cá em casa variamos. Se eu der banho sozinha, como o muda fraldas está no quarto, opto por dar no quarto. Se dermos banho os dois (pai e mãe), preferimos estar mais à vontade com eventuais salpicos e água a sair por fora e damos na casa de banho.

A temperatura

A água deve estar a 37ºC. Para ter a certeza é preciso um termómetro. No entanto, uma regra básica é que a temperatura não deve ser desconfortável para o adulto e muitas vezes podemos dispensar o uso do termómetro. A temperatura deve ser testada utilizando o cotovelo do adulto.

A regra para encher uma banheira de bebé é encher primeiro com água fria e depois quente, para que o bebé não se queime nas paredes da banheira. Hoje em dia já há torneiras de mistura e, desde que tenha cuidado com não encher com água muito quente, pode-se encher com água logo à temperatura desejada.

O quarto deve estar a 21ºC. No Verão é simples, qualquer quarto já estará a mais de 21 ºC. No Inverno é preciso aquecer. Alguns bebés não gostam da transferência da banheira para a toalha e precisam de uma temperatura ambiente mais elevada.

A altura da água

Deve ser de um palmo, por forma a que o risco de submersão seja minimizado. Claro que é necessário sempre segurar o bebé com um braço atrás do pescoço a segurar pela axila do lado contrário em pinça em redor do braço (nunca desfazer a pinça!).

O uso de redutores poderá dar uma falsa sensação de segurança. Nós temos um redutor mas só o utilizámos uma vez e parece-me pouco prático para manter o bebé seguro com a pega em pinça.

A banheira

As preferências de banheira também são muito pessoais. Cá em casa temos dois tipos: a banheira clássica e a banheira tipo “balde”. Quando estamos os dois damos na clássica por uma questão de espaço para nos mexermos e porque como estamos dois não temos a preocupação de alcançar o gel de banho ou a toalha. Quando estou sozinha dou no “balde” porque é mais contido, é mais fácil para mim segurar o bebé e conseguir alcançar tudo à minha volta e é mais fácil esvaziar.

O que não gostámos é da banheira incorporada no muda fraldas. Com esta opção quando o bebé está na banheira o muda fraldas está elevado e portanto não pode ter nada em cima. Perde-se assim a possibilidade de por a toalha, a fralda e a roupa em cima e quando se tira o bebé da banheira é preciso estar a alcançar tudo isto.

A luva

A lavagem do bebé deve ser sempre efectuada nas pregas, nomeadamente pescoço, axilas, cotovelos, joelhos, pregas inguinais. Pode ser feita com as mãos, com compressas, com uma luva de banho ou com um pano. As esponjas são desaconselhadas porque nunca secam completamente e acabam por ficar contaminadas com fungos. Cá em casa utilizamos um pano de rosto e vai para lavar depois de cada utilização.

A duração

A pele dos bebés é muito sensível e facilmente fica seca e descamativa, pelo que o banho deve ser o mais curto possível, só o suficiente para lavar.

A sequência

Antes do banho deve ser sempre lavada a zona genital com creme lavante. Muitos cremes lavantes não precisam de enxaguamento depois de utilizar. Para esta fase utilizo compressas. Também opto por lavar a face antes de entrar no banho, porque é lavada com água sem sabão. Algumas pessoas optam por lavar o couro cabeludo em primeiro lugar, retirar para secar e depois voltar ao banho. Conosco isto gerava choro que nunca mais acabava por isso fazemos tudo seguido, couro cabeludo e corpo.

Os produtos

A escolha das marcas é muito pessoal e depende também da reacção da pele dos bebés. O gel de banho deve ser utilizado na menor quantidade possível para evitar que a pele fique seca. O couro cabeludo também é lavado com gel de banho até aos 12 meses. O creme deve ser aplicado em todo o corpo, sobretudo nas pregas.

A toalha

Deve ser de algodão, grossa e grande, para poder envolver o bebé na totalidade depois do banho e não ficar toda encharcada em contacto com a pele.

A periodicidade

Está recomendado dar banho 2-3 vezes por semana, para evitar a perda de ácidos gordos essenciais da pele. No entanto, para nós o banho constitui uma rotina e ajudou a definir horários que o próprio bebé precisa de absorver. Por isso e pelo facto de que está imenso calor e os bebés transpiram muito, damos banho diariamente.

Esta começou por ser uma rotina muito difícil para nós porque, inicialmente, as mudanças da água para a toalha faziam com que a nossa bebé chorasse muito e ficasse muito pouco receptiva a por creme e vestir. Parece-me que ela sentiu muito a minha insegurança inicial de quem estava a dar os primeiros passos nestas áreas… Depois de se tornar uma rotina e de eu própria me sentir mais confiante, melhorou tudo e agora é uma altura do dia de que gostamos muito.