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Natação para bebés

Sempre gostei da ideia de natação para bebés porque os bebés costumam adorar. A água replica o ambiente dentro do útero e pensa-se que é por isto que os bebés se sentem confortáveis.

Além disto eu sempre adorei água e tudo o que é piscina e praia me deixa feliz. Não se a minha M. vai gostar mas decidi experimentar e ver.

Natação para bebés

Decidi, como em tudo o resto, que o melhor era informar-me bem sobre esta atividade antes de a fazer e partilho aqui convosco o resultado dessa pesquisa.

Benefícios da natação para bebés

Ensina estratégias de segurança e sobrevivência na água

Infelizmente, o afogamento é a segunda causa de morte em crianças em Portugal. E é suficiente que haja água, para haver um afogamento. Não é preciso que seja na piscina ou na praia. Basta uma banheira ou até um alguidar. A aprendizagem de como nadar, agarrar-se à borda da piscina e sair faz parte das aulas de natação para bebés desde os primeiros meses.

Promove a saúde física e mental do bebé

Qualquer atividade física é saudável e habituar os bebés desde pequenos a estas atividades pode promover a sua aceitação mais tarde. A obesidade infantil tem estado a aumentar e a diabetes, obesidade e hipercolesterolemia no adulto também. Os bons hábitos desenvolvem-se desde a infância. Por outro lado, os pais que acompanham o bebé também se exercitam e queimam em média 300 kcal por sessão!

Promove o desenvolvimento

Ajuda o bebé a exercitar-se num ambiente confortável e até familiar para eles. Ativa os cinco sentidos – cheiro, paladar, visão, audição e tacto. Também ajuda ao desenvolvimento motor.

Fortalece o vínculo do bebé com os pais

Como qualquer atividade com contacto pele-a-pele, promove a ligação entre o bebé e os pais. É uma excelente oportunidade para os pais contactarem com os bebés, já que as mães usualmente têm mais oportunidades de conviver com eles.

Aumenta a auto-confiança e auto-estima

Aumenta a confiança que as crianças têm em si mesmas, aliás como outras habilidades que possam desenvolver.  Também aumenta a confiança dos pais, ao verificarem que conseguem manter o bebé em segurança. É especialmente útil quando os pais estão inseguros (e todas sabemos que há imensas fases de insegurança e incerteza).

Natação para bebés

Desenvolve a coordenação motora

A natação para bebés promove o equilíbrio e coordenação. Foram feitos estudos nesta área que mostraram um maior equilíbrio e capacidade de agarrar objetos nos bebés que fazem esta atividade.

Fortalece os músculos do bebé

O ato de boiar e a resistência da água fazem com que o bebé exercite vários músculos em simultâneo. Estudos nesta área mostraram que os bebés que fazem natação gatinham mais tarde mas andam mais precocemente.

Ressalvo que os marcos de desenvolvimento não são estanques. Há uma faixa etária no qual estas capacidades se iniciam e a idade é variável de bebé para bebé. Por este motivo, este achado não é particularmente relevante (e gatinhar não é um marco de desenvolvimento; há bebés que não gatinham e não têm qualquer problema).

Desenvolve capacidades de aprendizagem em múltiplas áreas

A resposta a comandos verbais repetidos pode aumentar a capacidade de compreensão do bebé.

Alguns estudos mostraram desenvolvimento motor, inteligência e sociabilidade maior nos bebés que fazem natação e avanço de 6 a 15 meses em crianças em idade escolar que nadaram em bebés, quanto a resolução de problemas matemáticos e linguagem.

Estas características são, obviamente, muito variáveis de criança para criança e dependem de muitos fatores, pelo que este benefício tem de ser encarado com alguma cautela.

Melhora os padrões de sono e a alimentação

Como qualquer atividade que diverte ou relaxa o bebé, pode regularizar os padrões de sono e ajudar a dormir à noite. Sendo uma atividade física, também aumenta o apetite.

Idade de início da natação para bebés

Pode ser iniciada em qualquer altura a partir do nascimento. Está recomendado aguardar até às 6 semanas antes de começar, para permitir às mães recuperarem das feridas que possam ter ficado do parto.

A maioria dos ginásios disponibiliza esta atividade a partir dos 3 meses.

Natação para bebés

Material necessário para as aulas

Para os bebés

  • Fraldas de natação: há quem use fraldas reutilizáveis e quem use descartáveis. É essencial que os bebés as usem para não sujarem a piscina. Estas fraldas retêm os cocós mas não os chichis e por isso cuidado ao voltarem de carro, troquem sempre a fralda antes (ou arriscam-se a sujar a cadeira auto, bem sabemos como é para desmontar, lavar e voltar a montar!). Existem várias marcas de fraldas para natação como Moltex, Nabaiji, Huggies e Chelino. Já experimentei as Huggies e até agora funcionaram lindamente.
  • Toalha: pode ser fornecida pelo ginásio ou podem ser os pais a levar. Para os bebés dá muito jeito os ponchos com capuz, que é só colocar pela cabeça e envolver. Existe à venda na Decathlon e Sportzone.
  • Roupa e fraldas normais para utilizar depois da natação
  • Leite ou snacks: esta atividade costuma abrir o apetite dos bebés, por isso convém não esquecer.
  • Fato de banho: é opcional mas, na minha opinião, faz falta. Existem várias lojas com fatos de banho para bebé disponíveis como Sportzone, Decathlon ou Vertbaudet.

Para os pais

  • Fato de natação
  • Toalha
  • Chinelos de borracha
  • Touca: confirme antes com o ginásio porque nem sempre é exigida, sobretudo quando a piscina é separada da dos adultos.

Características a procurar nas piscinas de bebés

  • Temperatura: a piscina deve ser mantida a 32 ºC.
  • Estrutura física: a piscina deve ser pouco funda, deve ter superfícies de apoio e para sentar como degraus e corrimões. Deve ser separada da piscina dos adultos, idealmente numa divisão diferente e sempre sem água partilhada
  • Desinfeção: a maioria das piscinas são desinfetadas com cloro. Existem algumas piscinas desinfetadas com radiação ultravioleta e/ou bromo, que podem ser vantajosas. O cloro poderá ser irritante e causar outro tipo de alterações.

Natação para bebés

O cloro pode ser um problema?

Sim. O cloro é utilizado nas piscinas para desinfeção da água mas é um químico irritante que pode sensibilizar a pele, originando eczema (de contacto ou atópico). Também pode vaporizar e gerar irritação das vias respiratórias.

A exposição frequente a cloro nas piscinas parece estar associada a maior probabilidade de asma. Este facto é especialmente importante se já existe história familiar de doença alérgica (asma, eczema atópico ou rinite alérgica).

Este efeito foi detetado em crianças entre os 10-13 anos sobretudo quando expostas a piscinas com cloro antes dos 7 anos.

Natação para bebés

Os estudos nesta área são pequenos e têm alguns problemas metodológicos, pelo que os dados são sugestivos de uma associação mas não são conclusivos.

Por outro lado, a exposição frequente não é a exposição usual das nossas crianças e certamente não a dos bebés.

Ainda, no caso da alergia respiratória, a exposição ao cloro pode ser evitada se a piscina for bem ventilada e o cloro não andar no ar que respiramos em grande quantidade.

Este problema preocupou-me, no entanto, dado que na família da minha M. há história de asma, eczema atópico e rinite alérgica. Claro que posso evitar as piscinas com cloro e ela vir a ter algum destes problemas à mesma, mas ao menos que não seja eu a acelerar esse processo.

Como resolver este problema

  • Escolher uma piscina que utilize uma concentração baixa de cloro: inferior a 0.5 ppm. Geralmente estas piscinas são desinfetadas com um modo suplementar ao cloro, como a radiação ultravioleta.
  • Escolher uma piscina que não utilize cloro: existem formas alternativas de desinfeção da água, nomeadamente o bromo.

Natação para bebés

E em Lisboa, que piscinas escolher?

  • Sem cloro: Clube VII, no Parque Eduardo VII, é neste momento o único ginásio que tem piscina de bebés desinfetada apenas com radiação ultravioleta e uma pequena quantidade de bromo. Não utilizam cloro.
  • Com baixa concentração de cloro: Virgin Active, com instalações em Lisboa, Oeiras, Porto e Vila Nova de Gaia, utiliza baixa concentração de cloro 0.1-0.5 ppm.

Piscinando, piscinando …

Se procura uma piscina para passar uns bons momentos com o seu bebé, pode estar certa que tomou uma boa decisão. Para quem pode passar um tempinho nestas aulas, pode ser muito recompensador e os bebés costumam adorar.

Tem vários benefícios em termos de desenvolvimento, saúde física e mental e fortalece a ligação com os pais (tal como qualquer momento que os pais dediquem ao seu bebé). Para além disto, o bebé desenvolve capacidades de sobrevivência e técnicas de segurança dentro de água, que lhe serão úteis no futuro. Como se costuma dizer, este país à beira do mar plantado … se há sítio onde faça sentido pensar nestas coisas, é aqui.

Pode começar a pensar nesta atividade desde o nascimento, embora o mais comum seja começar aos 3 meses.

Deve ter alguns cuidados a escolher a piscina, principalmente se há história familiar de doença alérgica.

Se também sentem esta paixão pela água e esta vontade de explorar esta atividade com os vossos bebés, partilhem! Gostava de saber a vossa opinião sobre este assunto.

E acima de tudo aproveitem o prazer que é estarmos com os nossos bebés. Porque não há melhor.

Ninguém avisou os bebés da mudança da hora …

A hora mudou para hora de Inverno ontem mas a minha bebé não foi avisada disso. Estou curiosa para saber se também estão a passar pelo mesmo.

Desde ontem que acorda as seis da manhã! Eu sou privilegiada – a minha M nunca me deu trabalho à noite. Já desde a primeira semana de vida que dorme toda a noite e até cheguei a ter de a acordar para comer. De formas que nos últimos 2 dias ando a estranhar o acordar quando ainda é noite lá fora …

Os bebés gostam de rotinas e quando estas são consistentes seguem-nas quase à risca. Mudaram a hora mas ninguém os avisou e eles ainda continuam na hora antiga!

Hoje falo-vos de algumas estratégias para ajustar os horários e rotinas dos nossos bebés. Podem ser aplicados nesta situação ou noutras que “desregulem” o equilíbrio do bebé.

Estratégias para ajustar os horários dos bebés

Sono

Se o seu bebé está a acordar mais cedo que o habitual e ainda é de noite tente adormecê-lo novamente e veja se ele vai na conversa.

Se não for ajuda tirar da cama e abrir os estores e cortinas e começar o dia, de modo a mostrar ao bebé que a luz lá fora ainda não é luz do dia.

Nestes dias é especialmente importante que os bebés consigam dormir as sestas. É importante que os dias sigam ao máximo a rotina habitual e que não hajam atividades sobrepostas às sestas. Se temos um almoço ou um lanche combinado em cima da hora habitual da sesta, podemos tentar remarcar para daqui a uns dias.

Se o bebé estiver mais “descansado” é mais fácil adiarmos um bocadinho a hora de dormir à noite. É paradoxal mas os bebés muito cansados entram em loop e acabam por ficar tão irritados que não se conseguem acalmar para dormir.

Podemos atrasar a hora de dormir gradualmente, em vez de atrasarmos logo uma hora, tentarmos atrasar 15 ou 30 minutos a cada dia.

Alimentação

Devemos respeitar os intervalos que o bebé costuma fazer nas alimentações. Se o bebé já passava 8 horas a dormir sem comer à noite, não é a mudança de rotina que o fez ter fome 6 horas depois.

Na maior parte das vezes o bebé acorda porque essa é a hora que habitualmente despertava. Nada tem a ver com comer.

Devemos oferecer comida (seja ela leite ou outros alimentos, consoante a idade do bebé) na hora habitual. Como esta hora pode ser mais precoce que a hora que faziam antes, podemos ir tentando espaçar as refeições aos bocadinhos, por exemplo 15 minutos a mais entre cada refeição. Se o bebé faz um intervalo de 3 horas, passa a fazer 3 horas e 15 minutos. No fim do dia já acertámos as horas com este esquema.

Atividade

Devemos tentar nestes dias dar passeios no exterior com o bebé. O relógio interno do bebé regula-se muito pela luz cá fora.

Nós acabamos por “desregular” o horário dos bebés ao utilizarmos estores e cortinas, que impedem a luz de passar de manhã e luz artificial à noite. Estas alterações de luminosidade não coincidem com o horário de luz natural.

A luz natural influencia muito a rotina e o sono do bebé. Nestes dias é especialmente importante que o bebé siga a evolução da luz natural.

As alterações de rotina são sempre difíceis

Sabemos bem que os bebés estão sempre a mudar e essas mudanças muitas vezes não são fáceis. Os bebés não percebem a nossa intenção quando alteramos as rotinas do sono ou atividade e podem chorar ou irritar-se.

Estes dias de transição podem ser muito difíceis. Eu não tenho muito por onde me queixar mas sei bem que muitas mães passam por períodos complicados nestas alturas.

Sobretudo temos de nos lembrar que vai passar, tentar ir dormindo com o nosso bebé quando estamos cansadas e recuperar a nossa energia e paciência. Porque a regra mais importante, quando cuidamos do nosso bebé, é que também temos de cuidar de nós mesmas.

Um bebé está bem quando a mãe está bem.

Boa sorte a todas com as mudanças de rotina! Se também sentem que os vossos bebés não foram avisados da mudança de hora, partilhem a vossa experiência. Gostava de saber as vossas estratégias!

 

 

Cadeiras auto

A escolha das cadeiras auto pode ser muito difícil, sobretudo atendendo a ampla variedade que existe no mercado. Não é fácil orientarmo-nos no meio do labirinto de opções que existem por aí. Ando hoje à procura de uma cadeira auto para a minha bebé.

Cadeiras auto

Quando precisamos de uma cadeira auto?

Para qualquer criança que tenha menos de 1,5 m de altura, 12 anos ou 36 kg de peso.

O que procurar nas cadeiras auto

Existem várias características que devemos procurar quando escolhemos as cadeiras auto, mas a mais importante é sem dúvida a segurança. Todo o propósito de uma cadeira auto é proteger o bebé o melhor possível no caso de um acidente rodoviário.

Claro que se pretende que não haja nenhum acidente e essa é a situação ideal. Mas não podemos prever os acidentes e sabemos que eles acontecem. Só não acontecem se não andarmos de carro.

Por isso quando escolhemos as cadeiras auto este é o fator que devemos levar em maior consideração.

Segurança

As cadeiras auto são todas submetidas a testes de segurança e sujeitas à legislação aplicável para cada ano.

Segurança rodoviária

  • Cadeiras auto viradas no sentido contrário à marcha: reduz a tensão sobre o pescoço 3,5 vezes e a percentagem de ferimentos de 40% (viradas no sentido da marcha) para 8% (viradas contra a marcha).
  • Cintos com cinco pontos de fixação: dois cintos nos ombros, dois nas pernas e um entre pernas; reforçam a segurança e contenção do bebé em situações de impacto. Com três pontos de fixação existe um ponto fraco nas laterais pelo qual o bebé pode deslizar, criando situações em que o bebé abana mais e está sujeito a maior tensão do que com cinco pontos.
  • Proteções laterais da cabeça: a cadeira deverá ter almofadas que contenham a cabeça para proteção em impactos laterais. Podem ser bolsas de ar ou espuma/esferovite.
  • Compatibilidade com sistema ISOFIX: o sistema isofix é composto por ganchos no assento de trás do automóvel que permitem que se encaixe uma base para a cadeira que estará sempre fixa.
    • Requisitos automóvel: a utilização deste sistema depende, obviamente, da existência de ISOFIX no automóvel. Devemos verificar se existe e em que condições está. A cadeira auto encaixa com um click na base ISOFIX.
    • Vantagens: este sistema é prático e mais seguro, porque não implica ajustar a cadeira aos cintos todas as vezes que a colocamos no carro, evitando erros.
  • Condições do enchimento (espuma/esferovite): o enchimento da cadeira auto degrada-se com o tempo e não estará em condições se a cadeira tiver mais de 5 anos de “idade”. Se recebermos uma cadeira que já tenha ultrapassado este tempo podemos pedir substituição do enchimento enviando ao fabricante. Outro fator importante é questionar se esteve envolvida nalgum acidente, porque não deve ser utilizada nessas condições.

Outras categorias de segurança

  • Capota extensível e com proteção UVA50+: dado que o nosso bebé vai circular na cadeira auto exposto ao Sol, é importante garantirmos a maior proteção solar possível. Existem proteções contra o Sol para colocação nas janelas. Em geral não são suficientes, porque não preenchem toda a janela e são perfuradas permitindo a passagem de radiação.

Conforto

Uma cadeira auto deve ser, por definição rígida e a sua função é proteger a criança em caso de acidente. É comparável a um capacete. Por este motivo estas cadeiras não primam pelo conforto, aquecem muito e não são adequadas para passeio.

Os bebés não devem permanecer na cadeira auto (mesmo a do grupo 0) mais de 1h30 por dia, pelo que deve ser utilizada uma alcofa ou cadeira de passeio quando nos deslocamos com o bebé na rua.

No entanto existem algumas características a nível de conforto sem impacto sobre a segurança e que podemos tentar garantir.

  • Cintos acolchoados
  • Tecido da cadeira auto suave: por vezes o tecido destas cadeiras é áspero e desconfortável. Podemos superar este problema comprando uma capa para a cadeira auto.
  • Base para os pés do bebé: nas cadeiras de preço mais elevado muitas vezes há uma elevação na zona dos pés para o bebé os poder apoiar.

Praticidade

O forro das cadeiras auto é difícil de retirar e de voltar a colocar. Os bebés sujam facilmente o forro; há sempre cocós e chichis fora do sítio, leite que vem fora e até comida quando são mais crescidinhos.

Por este motivo o ideal é escolher cadeiras auto que tenham forros fáceis de limpar passando uma toalhita ou compressa humedecida em água. É mais provável que isto aconteça em tecidos lisos, sem relevos.

Cadeiras auto

Características Técnicas

O ideal seria lermos os manuais de instruções de fabricantes antes de comprarmos a cadeira auto. Permitir-nos-ia conhecer a cadeira de frente para trás e trás para a frente e antevermos problemas de instalação ou utilização. Claro que esta é a parte em que na minha cabeça e na das mães que estão a ler isto está a passar a frase “yeah right…”. Era bom que tivessemos tempo para ler manuais de instruções …

Achei que era útil deixar aqui alguns aspetos que temos obrigatoriamente de ter em conta antes de comprar a cadeira auto:

  • Instalação no carro: é importante procurarmos se o nosso carro tem sistema ISOFIX antes de comprarmos uma base ISOFIX e irmos ver onde está e em que condições (se conseguimos aceder aos ganchos, se não temos de andar a desmontar bancos …). Algumas cadeiras têm uma base que se fixa com os cintos, contornando este problema.
  • Espaço que a cadeira ocupa: isto é especialmente importante para quem tem carros pequenos (como é o meu caso); convém verificar se a cadeira auto cabe nos bancos de trás e continua a permitir levar um passageiro. Para quem tem dois filhos isto é especialmente importante, porque se a cadeira auto implicar chegar o banco muito para a frente, pode não ser possível usar determinados modelos sob pena de o condutor não conseguir caber!
  • Ajuste de altura dos cintos: esta é uma preocupação menos importante porque rara é a cadeira auto que não tem ajuste de altura. Mas convém verificar se a cadeira auto acompanha o crescimento do nosso bebé.

Se decidir comprar numa loja, a maioria das lojas disponibiliza alguém para demonstrar a montagem e utilização das cadeiras auto e, nalguns caso, inclusive vai ao carro montar.

Para quem, como eu, comprou a cadeira auto meses antes do nascimento do bebé (épocas de saldos dão muito jeito) e já não se lembra de como se monta, há duas opções:

  • Voltar à loja
  • Tutoriais das marcas das cadeiras auto ou tutoriais do youtube

Preço

A compra das cadeiras auto tem sempre um grande impacto sobre as economias familiares porque são caras, sobretudo quando têm maior adição de acessórios de segurança e conforto.

Devemos esperar preços entre 150€ e 225€ para a cadeira e 180€ para a base quando comprada em separado.

Tipos

As cadeiras auto classificam-se por peso, idade e pelo sentido da marcha, em cadeiras auto grupo 0+ e cadeiras auto grupo 1 2 3.

  • Grupo 0+ até 13 kg (12-18 meses), contra o sentido da marcha.
  • Grupo 0+/1:  até 18 kg (até aos 3/4 anos), contra o sentido da marcha. Estas cadeiras não são adequadas para bebés com menos de 8-9 meses porque o bebé viaja sentado.
  • Grupo 1: 9-18 kg (12 meses-3/4 anos), a favor do sentido da marcha. Não devem ser utilizadas e deve ser dada preferência às cadeiras 0+/1 pois as cadeiras 1 só permitem circulação a favor do sentido da marcha.
  • Cadeiras grupo 2/3: 15-36 kg (3-12 anos), a favor do sentido da marcha. Podem ter costas destacáveis permitindo evoluir para banco elevatório.
  • Banco elevatório grupo 2/3: a partir dos 7-8 anos.
  • Banco elevatório grupo 3: 22-36 kg (5/6-12 anos), a favor do sentido da marcha. Geralmente trata-se de uma cadeira auto com costas destacáveis. Pode ser usado como banco elevatório exclusivamente a partir dos 7/8 anos se os cintos não incomodarem no pescoço e o carro tiver encostos para a cabeça. Caso isto não se verifique devemos manter o uso da cadeira completa. A cadeira também protege melhor as laterais.

Cadeiras auto

 

Testes cadeiras auto

As cadeiras auto são todas sujeitas a testes de segurança e qualidade antes de serem colocadas à venda no mercado. Na Europa são todas sujeitas à aprovação do ECE R4404 e este “selo” tem de estar especificado no próprio produto, nos manuais ou caixa. Outros testes adicionais podem mostrar uma qualidade superior nalgumas cadeiras.

  • ECE R4404: é obrigatório em qualquer cadeira auto vendida na Europa ou Médio Oriente. As cadeiras são testadas em colisões frontais a 50 km/h e traseiras a 30 km/h.
  • ADAC: a ADAC é uma organização que representa os interesses de proprietários automóveis na Alemanha. Esta organização conduz testes cujos resultados consistem em 50% segurança auto e 50% outros fatores (praticidade, conforto, instruções de utilização, instalação, entre outros). O pior resultado influencia largamente o resultado final. A exigência deste teste é cerca de 50% mais elevada que a do ECE R4404. Quanto à segurança os testes são feitos em colisões frontais e laterais (as colisões laterais são em geral muito mais graves para as crianças que as frontais).
  • Stiftung Warentest: conselho de consumidores alemães que conduz testes para o International Consumer Research and Testing, em conjunto com a ADAC. Testa colisões frontais a 64 km/h e colisões laterais.
  • Teste Plus: este teste foi criado na Suécia e é de tal forma exigente que o seu princípio é que seja virtualmente impossível uma criança numa cadeira auto ter ferimentos graves ou ameaçadores à vida numa colisão. Nenhuma cadeira a favor do sentido da marcha poderia obter este “selo”.
  • WHICH: selo que advém das organizações de consumidores europeias que são membros da International Consumer Research and Testing. Publicam o seu relatório relativo às cadeiras auto mas baseiam-no nos resultados da ADAC e Stiftung Warentest.

Cadeiras auto

Conclusão

As cadeiras auto devem primar pela segurança e os restantes fatores de escolha são secundários. Devemos procurar cadeiras com cinco pontos de fixação dos cintos, apoios laterais da cabeça e que permitam circulação contra o sentido da marcha pelo menos até aos 3-4 anos. A utilização de bases ISOFIX ou fixas por cintos facilita o dia-a-dia e diminui os erros de contenção das cadeiras. Devemos escolher o tipo de cadeira consoante o peso do nosso bebé – grupos 0+, 0+/1, 1, 2/3 e 3.

 

 

Tummy time – a importância para o bebé com menos de 6 meses

Tummy time – a importância para o bebé com menos de 6 meses

Os bebés, quando nascem, não têm força no pescoço, razão pela qual a cabeça lhes cai para a frente e não a conseguem segurar. À medida que o tempo vai passando, vão desenvolvendo os músculos do pescoço e vão aprendendo a segurar a cabeça primeiro (brevemente com 1 mês e mantido a partir dos 4 meses) e depois a levantá-la (3-4 meses).

O que é o tummy time?

O tummy time é o tempo que reservamos para colocarmos o bebé de barriga para baixo, quando acordado, para que treine os seus músculos do pescoço.

Desde quando se deve fazer?

De acordo com a Associação Americana de Pediatria, o bebé deve começar logo que vai para casa da maternidade.

Com que frequência?

Deve ser feito 2-3 vezes por dia, por períodos de 3-5 minutos. Pode ser utilizado um tapete de atividades ou tentar fazer em qualquer superfície plana, tendo cuidado que não seja alta e que o bebé não possa cair (mesmo quando são recém-nascidos, têm tendência a “empurrar-se” para a frente com os pés).

E se o bebé não gostar desta posição?

Devemos insistir à mesma e colocá-lo nessa posição 2-3 vezes por dia mesmo que apenas por 1 a 2 minutos. Vamos aumentando esse tempo de acordo com a tolerância do bebé. Podemos tentar estimular com brinquedos que façam barulho para que tenha curiosidade e se esforce a levantar a cabeça.

Algumas regras de segurança para o tummy time

Devemos garantir que utilizamos uma superfície plana, larga e baixa, preferencialmente no chão sobre uma manta/toalha ou num tapete de atividades. Não devemos deixar o bebé sozinho nesta posição e não o devemos deixar dormir, porque está associado a risco de Síndrome de Morte Súbita do Lactente.

Se o bebé está sonolento devemos virá-lo de barriga para cima e colocar no berço para dormir.

O que devemos esperar, quanto ao controlo da cabeça

Recém-nascido

Totalmente dependente do adulto para segurar a cabeça.

1-2 meses

No final do primeiro mês consegue levantar a cabeça brevemente e virá-la para os dois lados, quando está de barriga para baixo; às 6 a 8 semanas, se for muito coordenado, consegue levantar a cabeça quando está deitado de costas; quando está no nosso colo sentado, consegue levantar a cabeça brevemente.

3-4 meses

Consegue levantar a cabeça 45º e manter, quando deitado de barriga para baixo.

5-6 meses

Aos 6 meses o bebé consegue levantar a cabeça quando deitado de barriga para cima e é puxado pelos braços.

A capacidade de segurar a cabeça é utilizada por nós toda a vida para nos sentarmos, pormos de pé e andarmos. O bebé vai precisar muito de desenvolver os músculos do pescoço e de aprender a equilibrar a cabeça para todas as etapas de desenvolvimento motor, pelo que devemos estimular esta capacidade e tentar que seja o mais divertida possível.

Como fazer exercício físico com o bebé

Exercício físico para o bebé até ao ano de idade

Os bebés até ao ano de idade mexem-se pouco e ainda estão a adquirir a maior parte das capacidades motoras. Nada impede, no entanto, de pôr o bebé a fazer algum exercício físico. É certo que basta estarmos ao pé deles com um boneco que eles tentam ver ou seguir ou agarrar, que já estão a fazer o que precisam e devem fazer.

Este texto é para quem procura atividade física e algum divertimento para fazer com o bebé até aos 12 meses.

Yoga para bebés

Os bebés são muito mais flexíveis que os adultos. Tal como qualquer atividade que faça o bebé mexer, esta é benéfica para os bebés, estimula o seu desenvolvimento e a vinculação entre mãe/pai e bebé.

Pode ser feito a partir das 6 semanas de vida mas em Portugal a maioria dos centros tem aulas a partir dos 2 meses.

Os movimentos que os bebés fazem (com a ajuda dos pais) estimulam o desenvolvimento dos músculos e nervos; no entanto isto é verdade para qualquer movimento e não especificamente os movimentos do yoga. O yoga obriga os pais a passarem algum tempo com o bebé a exercitar-se de barriga para baixo (“tummy time”), que provavelmente não fazem de forma tão consistente no resto do dia.

A massagem e o contacto físico no yoga diminuem o nível das hormonas de stress tanto nos pais como no bebé. Existem outros benefícios possíveis como a melhoria do sono e a melhoria do funcionamento intestinal que não estão comprovados; existem poucos estudos e com reduzida qualidade neste campo.

No adulto o yoga pode melhorar a imunidade ao diminuir as hormonas de stress, mas este benefício não se aplica aos bebés, provavelmente por não terem capacidade para perceber e colaborar nesta atividade e dependerem dos pais.

O método mais utilizado é o Sunshine Yoga Baby que adapta as posturas do yoga tradicional às fases de desenvolvimento do bebé. As aulas baseiam-se na reflexologia e massagem, explorando os sentidos do bebé. Relaxa pais e os bebés e no final têm um momento de grupo com todos os pais e bebés. Geralmente estas aulas estão organizadas por níveis, de acordo com a idade do bebé (nível 1 – 2-6 meses, nível 2 – 7-14 meses e 14-24 meses e nível 3 – 2-3 anos).

Há que ressalvar que estas aulas devem ser feitas em locais especializados e certificados para tal, sob supervisão de um instrutor, para evitar que se façam movimentos perigosos para os pais e/ou bebé. Não faça yoga para bebés em casa a partir de aulas online ou vídeos.

Natação para bebés

A natação é uma das atividades que os bebés mais gostam, pela pouca resistência da água aos movimentos, que lhes dá mais liberdade. Além disso simula as condições que tinham dentro do útero da mãe.

Existem aulas a partir dos 3 meses, no entanto, dada a imunidade mais frágil do bebé até aos 6 meses, as recomendações são esperar até essa idade para começar.

A natação estimula o desenvolvimento do bebé, tal como acontece com outros tipos de movimento. Alguns estudos apontam para um desenvolvimento físico e mental mais avançado nos bebés que fizeram natação mas há que ter em conta que o desenvolvimento é feito por fases cujos timings são variáveis de bebé para bebé e esta variabilidade (dentro do timing esperado) não tem qualquer relevância futura.

Os bebés que fazem natação desde idades precoces têm menos aversão à água e aprendem mais rapidamente técnicas de segurança (como flutuar) que diminuem o risco de afogamento. Por outro lado esta atividade promove a vinculação afetiva dos pais com o bebé e aumenta a confiança do bebé, podendo, como qualquer atividade física, promover uma maior auto-estima e auto-controlo no bebé.

As regras de segurança a cumprir, para evitar acidentes, são: manter a cabeça elevada e o mais longe possível da água, não deixar que a boca esteja ao nível da água, evitar esforço excessivo que leve a respiração superficial e rápida, tirar o bebé da água se mostrar sinais de cansaço.

Existe uma preocupação que a utilização de piscinas interiores possa aumentar o risco futuro de bronquiolite (3.5 vezes com utilização de piscinas interiores e 2 vezes em piscinas exteriores) e de asma. As piscinas são desinfetadas com produtos à base de cloro, que com o calor evaporam e causam inflamação das vias aéreas.

No entanto os dados são ainda insuficientes para afirmar esta associação; a maioria dos estudos não mostra diferenças em relação à asma e outras alergias.

O ideal é tentar frequentar uma piscina bem ventilada e enxaguar (tanto os pais como o bebé) com água assim que sair da piscina.

A natação pode agravar doenças de pele como o eczema, pelo contacto prolongado com a água e químicos. Pode também estar associada a infeções da pele como as candidíases, principalmente na zona da fralda, pelo aumento da humidade.

Divirtam-se com os vossos bebés a explorar as novas técnicas que eles aprendem todos os dias e entretanto aproveitem para fazer exercício também!

Como escolher a chucha do bebé

Chuchas: silicone ou látex?

As chuchas são daquelas coisas que se usam às 2 e 3 por dia, quando o bebé as aceita. Longe de nós esquecermo-nos das chuchas ou ficarmos sem chuchas limpas. Cá em casa há quase uma linha de montagem de armazenamento e limpeza de chuchas!

Materiais

As chuchas podem ser compostas por dois tipos de materiais: silicone ou látex.

As chuchas de silicone são mais resistentes, retêm menos odores e são mais fáceis de lavar. No entanto são menos moles que as de látex, por isso alguns bebés sentem-nas como menos confortáveis.

As chuchas de látex são mais flexíveis mas, por esse mesmo motivo, degradam-se mais facilmente e têm de ser substituídas mais vezes que as de silicone. O látex deve ser evitado se houver alguma razão para pensar em alergia, que pode acontecer com bebés que foram expostos muitas vezes ao látex (internamentos prolongados, operações) ou que têm doenças específicas (como por exemplo a espinha bífida).

Alguns bebés só aceitam determinada chucha; às vezes até acontece que só aceitam uma chucha e quando essa tem de ser substituída ou lavada, mesmo que se ofereça outra igual, rejeitam.

Hoje em dia quaisquer chuchas são isentas de materiais nocivos como BPA ou ftalatos.

Cuidados e limpeza

Seja qual for a composição da chucha que escolher, tenha várias em casa (cá em casa há 10), porque se sujam facilmente e, nos bebés que já gatinham ou andam, perdem-se. Quando notar sinais de desgaste da chucha (fissuras ou zonas em que se começa a “soltar” ou quando ficam pegajosas) substitua imediatamente; as chuchas são feitas para não se soltarem partes porque, se isso acontecer, há risco de aspiração.

A limpeza das chuchas deve ser feita regularmente (cá em casa são lavadas ao fim de um dia de utilização) ou quando caem ou se sujam.

A primeira vez que são utilizadas devem ser esterilizadas, lavando primeiro com água quente e sabão e depois colocando em água a ferver durante 5-10 minutos.

Nas utilizações seguintes não necessitam de ser esterilizadas mas devem ser lavadas com água quente e sabão, podendo, no caso das chuchas de silicone, ser lavadas na máquina da loiça, no tabuleiro superior.

Quando a chucha cai ao chão deve ser lavada com água quente e sabão e nunca colocada na boca do pai ou mãe. A boca é um dos locais do nosso corpo com mais bactérias e portanto acaba por ser ainda pior do que seria se nem lavássemos a chucha.

A chucha pode ser também colocada antes da lavagem em partes iguais de vinagre e água, para evitar o crescimento de fungos; depois deve ser bem lavada e enxaguada.

Cá em casa as chuchas são lavadas com água quente e detergente da loiça, bem enxaguadas e depois esterilizadas. Para o efeito uso as caixinhas para microondas, que podem ser compradas em conjunto com algumas chuchas e que demoram 3 minutos a esterilizar a 900W.

Regras de utilização

Não devem ser utilizados colares ou cordões para prender a chucha ao berço ou ao pescoço do bebé porque, durante o sono, o bebé pode rolar e acidentalmente asfixiar. Os porta chuchas também requerem algum cuidado, porque se forem presos na zona do peito e tiverem extensão suficiente pode acontecer o mesmo; cá em casa só são usados quando estou a olhar para a minha bebé e prendo sempre na parte de baixo da roupa.

Não deve ser colocado mel na chucha para acalmar o bebé, sobretudo abaixo dos 12 meses, pela possibilidade de causar botulismo, uma doença que pode ser fatal e que causa uma paralisia generalizada.

O açúcar ou produtos com sacarose (como o AeroOMⓇ) podem causar cáries, quando já surgiu a primeira dentição e o açúcar adicionado não está recomendado nas crianças abaixo dos 12 meses e também não constitui nenhuma vantagem depois dessa idade.

Eu já utilizei o AeroOMⓇ em desespero de causa e na altura que a minha bebé detestava o banho; neste momento é raro usar porque ela já não chora assim tanto e também já não se acalma tanto quando uso. Mas lá vem o ditado – “faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço” …

Chucha: sim ou não?

Chucha: sim ou não?

A utilização de chucha é um bocadinho controversa e alguns pais optam por utilizar, outros não. A maioria dos bebés acaba por usar chucha como forma de conforto.

Este conforto acontece no âmbito da fase oral de desenvolvimento, em que os bebés exploram o meio ambiente colocando objetos e partes do corpo na boca. Esta fase inicia-se habitualmente aos 3 meses (podendo começar mais cedo) e termina entre os 12 e os 18 meses. Esta etapa de desenvolvimento faz sentido se pensarmos que o primeiro contacto que o bebé faz com a mãe e com o meio ambiente é através da ingestão de leite e esta é a primeira capacidade que ele desenvolve.

Há quem defenda que a chucha é uma forma de conforto para os pais e não para o bebé. No entanto é certo que os acalma quando começam a chorar. Claro que é impossível saber em que medida é que poderá ser ou não o que o bebé precisa, porque como os bebés não falam e nós adultos não nos conseguimos lembrar desta fase da nossa vida, hoje em dia sabe-se muito pouco sobre os bebés. Assim só conseguimos inferir.

Vantagens

A chucha acalma

Não há dúvidas que, nos bebés que aceitam a chucha, há, na maioria das vezes, uma resposta de relaxamento quando lhes é colocada a chucha na boca; isto é importante no caso de bebés que choram inconsolavelmente e mesmo para consolar um bebé cansado.

A chucha evita que o bebé mame quando não está com fome

A sucção não nutritiva como forma de consolo é importante; os bebés que não usam ou não aceitam a chucha são muitas vezes colocados na mama, porque há dúvida se terão fome e porque se procura consolar o bebé; muitas vezes a sucção não nutritiva da mama está associada a ingestão de leite que poderá não ser necessária como alimentação.

A chucha poderá ter um papel na prevenção da morte súbita do lactente

Neste ponto existe bastante controvérsia; existem estudos que mostram um benefício grande (na ordem dos 20%) na prevenção da Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL) mas existem estudos também que mostram resultados inconclusivos, pelo que não se pode afirmar com certeza que esta função seja real. Pensa-se que os bebés que usam chucha acordam mais vezes durante a noite e despertam mais facilmente durante a apneia e que a chucha pode evitar que o bebé que rola na cama fique com a via aérea tapada pelo colchão.

Desvantagens

Pode ser um hábito difícil de quebrar

Sobretudo a partir dos 2 anos alguns bebés são muito intolerantes à retirada da chucha e os pais devem estar preparados, segundo os autores, para 1 a 5 noites sem dormir”.

Pode ser um mau hábito para os pais

Se a chucha é utilizada, em primeira instância, em resposta ao choro do bebé em todas as ocasiões, quando o bebé acalma os pais poderão não ir à procura de outro motivo para o choro.

Pode diminuir a qualidade do sono da família

Alguns bebés acordam durante a noite e procuram a chucha, porque adormeceram com ela e portanto desenvolveram o hábito de precisar desse apoio para adormecer. Claro que não se espera que um bebé pequeno consiga adormecer sem qualquer ajuda, pelo que, se não fosse a chucha, teria de ser outra coisa (por exemplo se for a mama, ele irá procurar a mama todas as vezes que acorda, o que significa procurar a mãe sempre que desperta; no caso dos recém-nascidos os despertares acontecem 4-6 vezes/noite e nos bebés com menos de 4-6 meses 2-3 vezes/noite).

Nas crianças a partir dos 2 anos poderá estar associada a maior probabilidade de otites

A maioria dos estudos mostra 3 vezes mais otites nestas crianças.

Nas crianças a partir dos 2 anos poderá estar associada a má oclusão dentária

Por afastamento das arcadas superior e inferior e por profusão dos dentes anteriores.

Não está comprovado que a utilização de chucha esteja associada a dificuldades na amamentação. Existe alguma preocupação que a chucha possa confundir os bebés que amamentam na fase inicial, pelo que parece sensato introduzir a chucha só depois da amamentação estar bem estabelecida (a Academia Americana de Pediatria recomenda aguardar 1 mês, mas a amamentação usualmente está estabelecida antes dessa altura, usualmente na 2ª ou 3ª semanas de vida). No entanto a maioria dos estudos mostra taxas de amamentação exclusiva mais baixas nos bebés que a utilização de chucha é limitada.

Por este motivo está recomendado retirar a chucha até aos dois anos.

Para retirar a chucha poderão ser utilizados dois métodos

O método dos 3 dias

Definir um dia para retirar a chucha e começar a preparar a criança 3 dias antes, dizendo que sabemos que está crescida e que quer experimentar atividades dos “crescidos” e que sabemos que vai conseguir largar a chucha dentro de 3 dias; esta conversa deverá ser repetida ao longo dos 2 dias seguintes até retirar a chucha.

O método gradual

Retirar a chucha em situações de conforto e de relaxamento e ir retirando progressivamente noutros contextos (primeiro fora de casa, depois limitar ao berço e depois retirar).

Ajuda dizer à criança que a chucha será oferecida ao Pai Natal ou à cegonha, para ser utilizada pelos bebés mais pequenos ou que será utilizada para produzir brinquedos (como se faz na reciclagem). Poderá também ajudar dizer que, pelo facto de a criança estar a ser tão “crescida” receberá uma recompensa (como uma pequena prenda).

Segurança

Em termos de segurança é importante lembrar que as chuchas não devem ser presas a correntes ou aos famosos porta chuchas, pelo menos nos períodos de sono ou quando o bebé não está a ser vigiado, pelo risco de estrangulamento.

Tamanhos

As chuchas são produzidas para 2 tamanhos diferentes: 0-6 meses e para além dos 6 meses.

Cuidados de higiene

Devem ser lavadas com água quente e detergente mais frequentemente até aos 6 meses (não necessitam de ser esterilizadas), podendo ser colocadas na máquina de lavar loiça. Aqui em casa uma chucha é utilizada durante um dia e não mais, embora estas periodicidades não estejam definidas e isto possa ser exagero.