Monthly Archives: Outubro 2017

Ninguém avisou os bebés da mudança da hora …

A hora mudou para hora de Inverno ontem mas a minha bebé não foi avisada disso. Estou curiosa para saber se também estão a passar pelo mesmo.

Desde ontem que acorda as seis da manhã! Eu sou privilegiada – a minha M nunca me deu trabalho à noite. Já desde a primeira semana de vida que dorme toda a noite e até cheguei a ter de a acordar para comer. De formas que nos últimos 2 dias ando a estranhar o acordar quando ainda é noite lá fora …

Os bebés gostam de rotinas e quando estas são consistentes seguem-nas quase à risca. Mudaram a hora mas ninguém os avisou e eles ainda continuam na hora antiga!

Hoje falo-vos de algumas estratégias para ajustar os horários e rotinas dos nossos bebés. Podem ser aplicados nesta situação ou noutras que “desregulem” o equilíbrio do bebé.

Estratégias para ajustar os horários dos bebés

Sono

Se o seu bebé está a acordar mais cedo que o habitual e ainda é de noite tente adormecê-lo novamente e veja se ele vai na conversa.

Se não for ajuda tirar da cama e abrir os estores e cortinas e começar o dia, de modo a mostrar ao bebé que a luz lá fora ainda não é luz do dia.

Nestes dias é especialmente importante que os bebés consigam dormir as sestas. É importante que os dias sigam ao máximo a rotina habitual e que não hajam atividades sobrepostas às sestas. Se temos um almoço ou um lanche combinado em cima da hora habitual da sesta, podemos tentar remarcar para daqui a uns dias.

Se o bebé estiver mais “descansado” é mais fácil adiarmos um bocadinho a hora de dormir à noite. É paradoxal mas os bebés muito cansados entram em loop e acabam por ficar tão irritados que não se conseguem acalmar para dormir.

Podemos atrasar a hora de dormir gradualmente, em vez de atrasarmos logo uma hora, tentarmos atrasar 15 ou 30 minutos a cada dia.

Alimentação

Devemos respeitar os intervalos que o bebé costuma fazer nas alimentações. Se o bebé já passava 8 horas a dormir sem comer à noite, não é a mudança de rotina que o fez ter fome 6 horas depois.

Na maior parte das vezes o bebé acorda porque essa é a hora que habitualmente despertava. Nada tem a ver com comer.

Devemos oferecer comida (seja ela leite ou outros alimentos, consoante a idade do bebé) na hora habitual. Como esta hora pode ser mais precoce que a hora que faziam antes, podemos ir tentando espaçar as refeições aos bocadinhos, por exemplo 15 minutos a mais entre cada refeição. Se o bebé faz um intervalo de 3 horas, passa a fazer 3 horas e 15 minutos. No fim do dia já acertámos as horas com este esquema.

Atividade

Devemos tentar nestes dias dar passeios no exterior com o bebé. O relógio interno do bebé regula-se muito pela luz cá fora.

Nós acabamos por “desregular” o horário dos bebés ao utilizarmos estores e cortinas, que impedem a luz de passar de manhã e luz artificial à noite. Estas alterações de luminosidade não coincidem com o horário de luz natural.

A luz natural influencia muito a rotina e o sono do bebé. Nestes dias é especialmente importante que o bebé siga a evolução da luz natural.

As alterações de rotina são sempre difíceis

Sabemos bem que os bebés estão sempre a mudar e essas mudanças muitas vezes não são fáceis. Os bebés não percebem a nossa intenção quando alteramos as rotinas do sono ou atividade e podem chorar ou irritar-se.

Estes dias de transição podem ser muito difíceis. Eu não tenho muito por onde me queixar mas sei bem que muitas mães passam por períodos complicados nestas alturas.

Sobretudo temos de nos lembrar que vai passar, tentar ir dormindo com o nosso bebé quando estamos cansadas e recuperar a nossa energia e paciência. Porque a regra mais importante, quando cuidamos do nosso bebé, é que também temos de cuidar de nós mesmas.

Um bebé está bem quando a mãe está bem.

Boa sorte a todas com as mudanças de rotina! Se também sentem que os vossos bebés não foram avisados da mudança de hora, partilhem a vossa experiência. Gostava de saber as vossas estratégias!

 

 

Cadeiras auto

A escolha das cadeiras auto pode ser muito difícil, sobretudo atendendo a ampla variedade que existe no mercado. Não é fácil orientarmo-nos no meio do labirinto de opções que existem por aí. Ando hoje à procura de uma cadeira auto para a minha bebé.

Cadeiras auto

Quando precisamos de uma cadeira auto?

Para qualquer criança que tenha menos de 1,5 m de altura, 12 anos ou 36 kg de peso.

O que procurar nas cadeiras auto

Existem várias características que devemos procurar quando escolhemos as cadeiras auto, mas a mais importante é sem dúvida a segurança. Todo o propósito de uma cadeira auto é proteger o bebé o melhor possível no caso de um acidente rodoviário.

Claro que se pretende que não haja nenhum acidente e essa é a situação ideal. Mas não podemos prever os acidentes e sabemos que eles acontecem. Só não acontecem se não andarmos de carro.

Por isso quando escolhemos as cadeiras auto este é o fator que devemos levar em maior consideração.

Segurança

As cadeiras auto são todas submetidas a testes de segurança e sujeitas à legislação aplicável para cada ano.

Segurança rodoviária

  • Cadeiras auto viradas no sentido contrário à marcha: reduz a tensão sobre o pescoço 3,5 vezes e a percentagem de ferimentos de 40% (viradas no sentido da marcha) para 8% (viradas contra a marcha).
  • Cintos com cinco pontos de fixação: dois cintos nos ombros, dois nas pernas e um entre pernas; reforçam a segurança e contenção do bebé em situações de impacto. Com três pontos de fixação existe um ponto fraco nas laterais pelo qual o bebé pode deslizar, criando situações em que o bebé abana mais e está sujeito a maior tensão do que com cinco pontos.
  • Proteções laterais da cabeça: a cadeira deverá ter almofadas que contenham a cabeça para proteção em impactos laterais. Podem ser bolsas de ar ou espuma/esferovite.
  • Compatibilidade com sistema ISOFIX: o sistema isofix é composto por ganchos no assento de trás do automóvel que permitem que se encaixe uma base para a cadeira que estará sempre fixa.
    • Requisitos automóvel: a utilização deste sistema depende, obviamente, da existência de ISOFIX no automóvel. Devemos verificar se existe e em que condições está. A cadeira auto encaixa com um click na base ISOFIX.
    • Vantagens: este sistema é prático e mais seguro, porque não implica ajustar a cadeira aos cintos todas as vezes que a colocamos no carro, evitando erros.
  • Condições do enchimento (espuma/esferovite): o enchimento da cadeira auto degrada-se com o tempo e não estará em condições se a cadeira tiver mais de 5 anos de “idade”. Se recebermos uma cadeira que já tenha ultrapassado este tempo podemos pedir substituição do enchimento enviando ao fabricante. Outro fator importante é questionar se esteve envolvida nalgum acidente, porque não deve ser utilizada nessas condições.

Outras categorias de segurança

  • Capota extensível e com proteção UVA50+: dado que o nosso bebé vai circular na cadeira auto exposto ao Sol, é importante garantirmos a maior proteção solar possível. Existem proteções contra o Sol para colocação nas janelas. Em geral não são suficientes, porque não preenchem toda a janela e são perfuradas permitindo a passagem de radiação.

Conforto

Uma cadeira auto deve ser, por definição rígida e a sua função é proteger a criança em caso de acidente. É comparável a um capacete. Por este motivo estas cadeiras não primam pelo conforto, aquecem muito e não são adequadas para passeio.

Os bebés não devem permanecer na cadeira auto (mesmo a do grupo 0) mais de 1h30 por dia, pelo que deve ser utilizada uma alcofa ou cadeira de passeio quando nos deslocamos com o bebé na rua.

No entanto existem algumas características a nível de conforto sem impacto sobre a segurança e que podemos tentar garantir.

  • Cintos acolchoados
  • Tecido da cadeira auto suave: por vezes o tecido destas cadeiras é áspero e desconfortável. Podemos superar este problema comprando uma capa para a cadeira auto.
  • Base para os pés do bebé: nas cadeiras de preço mais elevado muitas vezes há uma elevação na zona dos pés para o bebé os poder apoiar.

Praticidade

O forro das cadeiras auto é difícil de retirar e de voltar a colocar. Os bebés sujam facilmente o forro; há sempre cocós e chichis fora do sítio, leite que vem fora e até comida quando são mais crescidinhos.

Por este motivo o ideal é escolher cadeiras auto que tenham forros fáceis de limpar passando uma toalhita ou compressa humedecida em água. É mais provável que isto aconteça em tecidos lisos, sem relevos.

Cadeiras auto

Características Técnicas

O ideal seria lermos os manuais de instruções de fabricantes antes de comprarmos a cadeira auto. Permitir-nos-ia conhecer a cadeira de frente para trás e trás para a frente e antevermos problemas de instalação ou utilização. Claro que esta é a parte em que na minha cabeça e na das mães que estão a ler isto está a passar a frase “yeah right…”. Era bom que tivessemos tempo para ler manuais de instruções …

Achei que era útil deixar aqui alguns aspetos que temos obrigatoriamente de ter em conta antes de comprar a cadeira auto:

  • Instalação no carro: é importante procurarmos se o nosso carro tem sistema ISOFIX antes de comprarmos uma base ISOFIX e irmos ver onde está e em que condições (se conseguimos aceder aos ganchos, se não temos de andar a desmontar bancos …). Algumas cadeiras têm uma base que se fixa com os cintos, contornando este problema.
  • Espaço que a cadeira ocupa: isto é especialmente importante para quem tem carros pequenos (como é o meu caso); convém verificar se a cadeira auto cabe nos bancos de trás e continua a permitir levar um passageiro. Para quem tem dois filhos isto é especialmente importante, porque se a cadeira auto implicar chegar o banco muito para a frente, pode não ser possível usar determinados modelos sob pena de o condutor não conseguir caber!
  • Ajuste de altura dos cintos: esta é uma preocupação menos importante porque rara é a cadeira auto que não tem ajuste de altura. Mas convém verificar se a cadeira auto acompanha o crescimento do nosso bebé.

Se decidir comprar numa loja, a maioria das lojas disponibiliza alguém para demonstrar a montagem e utilização das cadeiras auto e, nalguns caso, inclusive vai ao carro montar.

Para quem, como eu, comprou a cadeira auto meses antes do nascimento do bebé (épocas de saldos dão muito jeito) e já não se lembra de como se monta, há duas opções:

  • Voltar à loja
  • Tutoriais das marcas das cadeiras auto ou tutoriais do youtube

Preço

A compra das cadeiras auto tem sempre um grande impacto sobre as economias familiares porque são caras, sobretudo quando têm maior adição de acessórios de segurança e conforto.

Devemos esperar preços entre 150€ e 225€ para a cadeira e 180€ para a base quando comprada em separado.

Tipos

As cadeiras auto classificam-se por peso, idade e pelo sentido da marcha, em cadeiras auto grupo 0+ e cadeiras auto grupo 1 2 3.

  • Grupo 0+ até 13 kg (12-18 meses), contra o sentido da marcha.
  • Grupo 0+/1:  até 18 kg (até aos 3/4 anos), contra o sentido da marcha. Estas cadeiras não são adequadas para bebés com menos de 8-9 meses porque o bebé viaja sentado.
  • Grupo 1: 9-18 kg (12 meses-3/4 anos), a favor do sentido da marcha. Não devem ser utilizadas e deve ser dada preferência às cadeiras 0+/1 pois as cadeiras 1 só permitem circulação a favor do sentido da marcha.
  • Cadeiras grupo 2/3: 15-36 kg (3-12 anos), a favor do sentido da marcha. Podem ter costas destacáveis permitindo evoluir para banco elevatório.
  • Banco elevatório grupo 2/3: a partir dos 7-8 anos.
  • Banco elevatório grupo 3: 22-36 kg (5/6-12 anos), a favor do sentido da marcha. Geralmente trata-se de uma cadeira auto com costas destacáveis. Pode ser usado como banco elevatório exclusivamente a partir dos 7/8 anos se os cintos não incomodarem no pescoço e o carro tiver encostos para a cabeça. Caso isto não se verifique devemos manter o uso da cadeira completa. A cadeira também protege melhor as laterais.

Cadeiras auto

 

Testes cadeiras auto

As cadeiras auto são todas sujeitas a testes de segurança e qualidade antes de serem colocadas à venda no mercado. Na Europa são todas sujeitas à aprovação do ECE R4404 e este “selo” tem de estar especificado no próprio produto, nos manuais ou caixa. Outros testes adicionais podem mostrar uma qualidade superior nalgumas cadeiras.

  • ECE R4404: é obrigatório em qualquer cadeira auto vendida na Europa ou Médio Oriente. As cadeiras são testadas em colisões frontais a 50 km/h e traseiras a 30 km/h.
  • ADAC: a ADAC é uma organização que representa os interesses de proprietários automóveis na Alemanha. Esta organização conduz testes cujos resultados consistem em 50% segurança auto e 50% outros fatores (praticidade, conforto, instruções de utilização, instalação, entre outros). O pior resultado influencia largamente o resultado final. A exigência deste teste é cerca de 50% mais elevada que a do ECE R4404. Quanto à segurança os testes são feitos em colisões frontais e laterais (as colisões laterais são em geral muito mais graves para as crianças que as frontais).
  • Stiftung Warentest: conselho de consumidores alemães que conduz testes para o International Consumer Research and Testing, em conjunto com a ADAC. Testa colisões frontais a 64 km/h e colisões laterais.
  • Teste Plus: este teste foi criado na Suécia e é de tal forma exigente que o seu princípio é que seja virtualmente impossível uma criança numa cadeira auto ter ferimentos graves ou ameaçadores à vida numa colisão. Nenhuma cadeira a favor do sentido da marcha poderia obter este “selo”.
  • WHICH: selo que advém das organizações de consumidores europeias que são membros da International Consumer Research and Testing. Publicam o seu relatório relativo às cadeiras auto mas baseiam-no nos resultados da ADAC e Stiftung Warentest.

Cadeiras auto

Conclusão

As cadeiras auto devem primar pela segurança e os restantes fatores de escolha são secundários. Devemos procurar cadeiras com cinco pontos de fixação dos cintos, apoios laterais da cabeça e que permitam circulação contra o sentido da marcha pelo menos até aos 3-4 anos. A utilização de bases ISOFIX ou fixas por cintos facilita o dia-a-dia e diminui os erros de contenção das cadeiras. Devemos escolher o tipo de cadeira consoante o peso do nosso bebé – grupos 0+, 0+/1, 1, 2/3 e 3.

 

 

Como cuidar dos dentes do seu bebé

Os dentes no bebé constituem uma preocupação desde os primeiros meses e motivam algumas queixas e também são desculpa para muita coisa que, afinal, não é culpa dos dentes!

Idade

Os dentes “de leite” estão presentes desde o nascimento mas só nasce o primeiro em redor dos 6 meses (entre os 4 e os 10 meses). O primeiro dente pode nascer mais tarde e alguns bebés não têm dentes até aos 12 meses.

Em relação a quanto tempo demora para nascer um dente de bebe, esse tempo é muito variável, usualmente levando uma semana.

Ordem de nascimento

Os primeiros dentes a nascer são os incisivos centrais e costumam ser os inferiores, por volta dos 6 a 9 meses. Seguem-se os incisivos laterais aos 7-10 meses, caninos aos 16-20 meses, primeiros molares aos 12-16 meses e segundos molares aos 20 a 30 meses.

Sabemos bem que os nossos bebes não passam todo este tempo (até aos 3 anos) doentes, com febre ou a chorar diariamente, por isso temos de pensar em razões alternativas para estas manifestações que o bebé possa ter.

Dentes bebe

Sintomas

O nascimento dos dentes pode causar desconforto e outras manifestações que incluem:

  • Gengiva inchada e vermelha
  • Dor
  • Irritabilidade
  • Aumento da salivação
  • Levar as mãos ou objetos à boca
  • Diminuição da ingestão alimentar
  • Agitação durante o sono

Existem manifestações que foram sempre associadas aos dentes mas que não têm fundamento científico para isso, como sejam:

  • Febre
  • Diarreia
  • Obstrução nasal ou tosse
  • Prostração
  • Manchas na pele

Há que notar que os bebés pequenos, a partir do 3º mês de vida (por vezes mais cedo, podendo acontecer desde o 1º mês) e até aos 12 a 18 meses passam por aquilo a que chamamos fase oral. Durante esta fase, a exploração do mundo em redor é feita pela boca e os bebés levam tudo o que apanhem à boca. É assim que começam a conhecer os objetos quanto à sua textura, forma, flexibilidade. Este comportamento nada tem a ver com os dentes. É uma fase de desenvolvimento normal e expectável.

Como aliviar dor de dente de bebe

A melhor forma é aplicar frio local.

Anéis de dentição

Existem no mercado mordedores com água destilada envolvida por silicone, que podem ser guardados no frigorífico durante a noite e oferecidos ao bebé.

Características

Existem algumas características a que devemos estar atentos quando escolhemos um mordedor:

  • Resistência: deve ser feito de um material resistente, que permita ao bebé morder sem se desfazer.
  • Resistência a temperaturas baixas: permitindo guardar no frigorífico.
  • Superfícies regulares: as superfícies devem ser regulares para permitir uma lavagem fácil, que deve ser diária.
  • Superfície onde agarrar que não esfrie: deve ter um anel ou zona onde o bebé possa pegar que não seja preenchida por água e portanto não esfrie.

Modelos

Existem alguns mordedores que podem ser refrigerados, com resistência adequada à mordida do bebé e fáceis de lavar e manter, que passo a apresentar:

  • Mordedor Girafa Sofia:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Composto por dois anéis, um de plástico que não esfria e outro de silicone preenchido por água que esfria.
    • Preço indicativo: 10,95€.

Dentes bebe

  • Mordedor anel de dentição Tigex:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Pega ergonómica que facilita a pega e não esfria.
    • Preço indicativo: 3,19€.

Dentes bebe

  • Mordedor anel de dentição Maternity Bebe Confort:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Anel de dentição separado de anel de pega; formato em chupeta que poderá ajudar nos bebés que aceitam e gostam de chucha.
    • Opções: três anéis de dentição possíveis (Etapa 1 – gengivas, Etapa 2 – incisivos, Etapa 3 – caninos).
    • Preço indicativo: 4,56€.

Dentes bebe

Dentes bebe

Para a minha bebé escolhi o mordedor Suavinex porque procurava uma opção simples que pudesse refrigerar. Parece-me muito interessante o mordedor Maternity Bebe Confort porque a minha bebé gosta de chucha, mas para bebés que não gostem seria difícil que gostassem deste mordedor.

Bálsamos

Existem ainda no mercado bálsamos em gel, compostos por produtos naturais (derivados vegetais) que se aplicam sobre as gengivas. De salientar que não há base científica para a utilização destes bálsamos e não está provada a sua eficácia no alívio do desconforto durante o nascimento dos dentes.

Para além disto são difíceis de aplicar (porque os bebés não gostam de abrir a boca e não o fazem voluntariamente) e há o risco de serem ingeridos em maior quantidade do que o desejável. Não são conhecidos efeitos secundários mesmo de ingestões elevadas.

O que não devemos fazer

Não devemos administrar analgésicos ou anti-inflamatórios como o paracetamol ou o ibuprofeno por este motivo. Estes medicamentos têm as suas indicações e o seu lugar mas não devem ser usados para uma manifestação como a dor de dentes nem durante períodos prolongados.

Como cuidar dos dentes do seu bebé

Escovagem dos dentes

O hábito de limpar a boca deve estar presente desde o nascimento, ainda antes do nascimento do primeiro dente. A lavagem da boca deve ser feita com uma compressa embebida em água (pode ser utilizada água da torneira) duas vezes por dia. A compressa deve ser passada nas gengivas, língua, céu da boca e paredes laterais da boca.

Escovas de dentes

A partir do nascimento do primeiro dente devemos comprar uma escova de dentes própria para bebé e começar a escovagem dos dentes duas vezes ao dia.

Devemos procurar que a escova de dentes de bebé tenha duas características:

  • Cerdas de nylon macias: para que consiga limpar as reentrâncias da boca do bebé, sem magoar e sem fazer as gengivas sangrar.
  • Cabeça pequena: para que seja fácil introduzir na boca do bebé.
  • Pega grande: para que seja fácil para nós mexermos na escova.

Escovas que têm estas características, à venda em Portugal, são:

Dentes bebe

  • Escova de dentes Tigexcomposta por 3 unidades, um recipiente e duas escovas, uma tradicional e outra com cabeça ovalada rodeada de cerdas de borracha.

Dentes bebe

 

Pasta de dentes

A pasta de dentes de bebe deve acompanhar a escovagem desde a primeira vez que ela é feita. A pasta de dentes deve ter 1000 a 1500 ppm de flúor (composição das pastas de dentes de adulto). Esta recomendação é generalizada e em Portugal foram elaboradas orientações pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e Ordem dos Médicos Dentistas.

Pode ser usada pasta de dentes de bebe desde que seja garantida a composição adequada de flúor. Muitas vezes estas pastas têm um sabor menos intenso e são melhor toleradas pelos bebés.

Existem poucas pastas de dentes de bebe no mercado que tenham esta composição em flúor. Muitas não têm flúor e outras têm concentrações inferiores às recomendadas. Uma pasta que tem concentrações adequadas é a Colgate Smiles Kids, com 1000 ppm de flúor.

Dentes bebe

Relembro que podem ser utilizadas pastas de dentes de adulto, desde que o sabor seja tolerado pelo bebé e que as quantidades sejam reduzidas.

A quantidade deve ser do tamanho da ponta do dedo mindinho do bebé. O bebé dificilmente vai deitar fora a pasta, porque não percebe o mecanismo de escovar, bochechar e deitar fora. Esta quantidade de pasta pode ser ingerida e não causa mal ao bebé.

Vigilância pelo dentista

Este tema gera alguma controvérsia entre os especialistas mas existe unanimidade que a primeira visita ao dentista deve acontecer até ao final do primeiro ano de vida. A Associação Americana de Pediatria recomenda uma visita mais cedo se houver risco de degradação dos dentes. Exemplos de situações de risco são história de cáries na família, consumo de alimentos açucarados, ingestão de leite depois da escovagem dos dentes à noite ou escovagem irregular.

A Associação Americana de Estomatologia e Associação Americana de Odontopediatria recomendam que a primeira visita aconteça depois do nascimento do primeiro dente e sempre antes dos 12 meses.

Porque é importante cuidarmos dos dentes do bebé

Há uma tendência para pensarmos que este assunto não é muito importante, porque os dentes que nascem inicialmente são de leite e hão-de ser substituídos pelos dentes definitivos.

Apesar disso, os dentes de leite têm um papel muito relevante em vários aspetos da vida e da saúde do nosso bebé, incluindo:

  • Contribuem para a forma da face do bebé e da face que vai tendo com o crescimento
  • Participam ativamente na mastigação e alimentação do bebé
  • Guardam espaço para os dentes definitivos

Conclusão

Os dentes do bebé são muito importantes no crescimento e alimentação e devemos ter o cuidado de lavar a boca diariamente e escovar com escova para bebé e pasta de dentes fluoretada (1000-1500 ppm), desde o nascimento do primeiro dente. Devemos programar a primeira visita ao dentista entre o nascimento do primeiro dente e os 12 meses.