Como Lidar com o Assunto Vacinas

Hoje é dia de… vacinas!

Levar o bebé às vacinas. O coração fica bem apertadinho e dói-nos ainda mais do que se fosse conosco. Não haja dúvidas que não é um dia de sorrisos.

Mas as vacinas são essenciais. Foi o maior avanço na medicina nos últimos anos e salvam nove milhões de vidas por ano! As vacinas não protegem apenas os nossos bebes.

É o facto de haver um a Programa Nacional de Vacinação que a maior parte da população cumpre, que cria o que chamamos de imunidade de grupo, uma protecção das crianças vacinadas e das crianças não vacinadas, nomeadamente por ainda não terem idade para administração de vacinas.

Assim, por muito que doa aos nossos bebes e por muito que nos possa custar, vacinar deve fazer parte das nossas vidas tanto quanto comer, dormir ou tomar banho.

Para que o bebe esteja mais confortável no dia das vacinas, podemos deixá-lo dormir tudo o que ele quiser, dar de mamar na altura em que se administra a vacina e até administrar paracetamol para atenuar a dor e outras reacções adversas leves que por vezes acontecem.

Depois da administração é importante embalar o bebe e pode ser aplicado gelo local.

Claro que alma de mãe sofre com o mais pequeno choro do seu bebé e portanto também é importante a seguir à vacina, fazer alguma coisa com o nosso bebé que dê prazer a ambos.

Eu escolhi aproveitar este dia lindo que esteve hoje para ir passear ao jardim, ouvir os pássaros a cantar, ver as andorinhas a fazer mergulhos na brincadeira, cheirar o Verão que este ano veio em força.

Como escolher o colchão para o berço e o porquê da minha opção Babykeeper

A escolha do berço do bebé e respetivo colchão é uma das primeiras que temos de fazer, ainda durante a gravidez. Não é nada fácil escolher um colchão. Os colchões que são vendidos em Portugal têm muito pouca informação e não têm certificação de segurança.

Por outro lado há pouca variedade e não existem assim tantas lojas onde comprar.

Ao contrário daquilo que tendemos a pensar em relação ao conforto, devemos procurar, acima de tudo, um colchão que seja firme.

Tipos de Colchões

Colchões de Espuma

São os colchões mais leves e com espessura variável entre 8 e 15 cm. Devemos procurar colchões que sejam duros e resilientes a pressão.

Colchões de Molas

Consistem em molas cobertas de espuma, enchimento e tecido.

Colchões Orgânicos

São compostos de materiais naturais ou orgânicos incluindo algodão, lã, fibras de coco, polímeros alimentares, espuma vegetal e látex natural. Estes colchões podem ser de espuma, de molas ou de outro tipo.

Estes colchões são caros, mas os seus defensores alegam que produtos químicos utilizados nos colchões padrão, como retardantes de fogo, vinil e espuma de poliuretano, libertam gases que podem ser tóxicos para o bebê. Outros referem a possibilidade do látex causar alergia na criança. Estes componentes e os seus efeitos encontram-se em estudo e não está comprovado que sejam nocivos.

Características do colchão para o berço

Segurança

Dimensão Adequada

O colchão deve estar perfeitamente adaptado ao berço, não devendo haver espaço entre eles. Nunca deve haver um espaçamento superior a 3 cm.

Se houver espaço entre o colchão e o berço haverá o risco do bebé ficar preso e asfixiar. As dimensões dos berços, mini berços e camas de grades normalmente são padronizadas, mas poderá haver algumas variações.

O ideal é utilizar o colchão recomendado pela marca do berço ou medir o berço antes de adquirir um novo colchão.

Consistência Firme

O colchão deve ser firme e de consistência dura. Parece um contra-senso colocar o bebé numa superfície rígida; parece que o bebé fica desconfortável. No entanto, devemos lembrar-nos que esta é a característica mais importante do colchão para o berço. Um colchão mole e que afunda pode levar a asfixia.

Para testar a firmeza do colchão devemos pressionar no centro e nas bordas com firmeza. O colchão deve voltar à forma original assim que aliviamos a pressão.

Se o colchão se molda à nossa mão, quando pressionamos, também se molda ao bebé, que terá dificuldade para mudar de posição e poderá ficar “retido” numa posição de risco.

Densidade Elevada

O colchão deve ter uma densidade elevada e que mantenha o bebé em segurança.

A maioria dos colchões de espuma não tem especificação de densidade, mas podemos ter uma noção vendo o peso (quanto mais pesado, mais denso). O peso deve ser pelo menos 48 kg/m3. Os colchões de molas devem ter pelo menos 135 rolos e a bitola deve ser baixa, inferior ou igual a 15,5 (correspondente ao arame mais espesso e que dá maior firmeza ao colchão).

Respirabilidade

Devemos verificar se o colchão tem orifícios para ventilação no seu rebordo, porque permitem a entrada e saída de ar, além da saída de odores.

Capa Espessa

A capa do colchão deve ser grossa com dupla ou tripla camada reforçada com nylon. Esta composição resiste melhor à passagem de líquidos e ao desgaste natural do colchão.

O colchão deve ser respirável para cumprir com as normas de prevenção da Síndrome de Morte Súbita do Lactente e, idealmente, não deve ser utilizado nenhum tipo de proteção impermeável.

Esta medida tem como objetivo evitar o risco do bebé se virar e dormir com a face pressionada contra o colchão. Se o colchão for impermeável ou tiver alguma camada impermeável, não haverá passagem de ar, podendo conduzir a asfixia.

É difícil adaptar esta regra ao facto dos bebés poderem vomitar ou fazer chichi e cocó fora das fraldas. Um bom meio termo para evitar isso seria colocar alguma proteção a cobrir a metade inferior do colchão.

Certificação: Normas de Segurança Infantil

Em Portugal os colchões vendidos não têm informação sobre certificação de segurança, o que é um problema.

Se o colchão for comprado nos Estados Unidos deve ter a certificação do U.S. Consumer Product Safety Commision e da American Society for Testing and Materials.

Se o colchão for orgânico deve ter certificação Oeko Tex Standard 100, atestando que retardantes do fogo e metais pesados não foram utilizados na produção do colchão.

Praticidade

Peso

O peso do colchão depende do seu tipo:

  • Colchão de espuma: pesa de 3 a 3,5 kg, exceto os colchões de espuma com memória, uma forma especialmente rígida de espuma, que pesa cerca de 9 kg.
  • Colchão de molas: pesa de 7 a 11 kg.

O peso é importante para nos facilitar ao trocarmos a roupa do berço.

Limpeza

Alguns colchões permitem apenas a limpeza de manchas e não de todo o colchão. Outros têm capas laváveis na máquina e/ou podem ser lavados no chuveiro depois de retirar a capa (lavável na máquina).

Durabilidade

A durabilidade é maior no colchão de molas ventilado.

Utilização de colchões para berço usados

Os colchões que tenham rasgões, buracos ou espuma/enchimento exposto não devem ser utilizados. Assim como os colchões em segunda mão que estiveram expostos a vómito, chichis e cocós de outro bebé, porque pode haver crescimento de bactérias e consequentemente, alguma contaminação.

Alguns estudos mostraram aumento do risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactente com a reutilização de colchões para berço, mas é incerto se existe relação com o colchão/berço em si ou se esta é uma associação indiferente à reutilização.

E agora, como procurar as características certas do colchão em Portugal?

Tudo o que foi dito até aqui corresponde ao ideal. Mas entre o ideal e a realidade, vai uma grande distância. Várias destas características nem sequer vêm mencionadas nas descrições de produto dos colchões e, mesmo questionando o fabricante, essa informação não é fornecida.

Em Portugal é muito comum comprar os colchões para berço no IKEA. Em termos de custo efetivamente são mais baratos e bem mais fáceis de adquirir do que outros colchões. No entanto estes colchões têm densidades muito inferiores às ideais, com pesos de 25 kg/m3, quando o que se pretende são 48 kg/m3 no mínimo.

São descritos como colchões macios e confortáveis. Estas características são desejáveis na criança mais crescida mas não no bebé.

Por outro lado, para quem comprou o berço ou a cama de grades no IKEA há que notar que os berços descritos como 120×60 cm podem ter dimensões ligeiramente superiores às anunciadas. Nomeadamente alguns berços têm rebordos ou recantos nas paredes do berço, passando de 120 cm para 122 cm de comprimento. Esta especificidade faz com que seja mais difícil encontrar colchões fora do IKEA adaptáveis a estes berços.

Colchões de espuma Babykeeper

Estes colchões são feitos para cumprirem com todas as normas de segurança do sono do bebé e esse aspeto é bem visível nas descrições de produto. Tratam-se de produtos médicos.

Anunciam que é o único colchão que previne a Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL) mas este tipo de afirmações têm de ser vistas com cautela. A SMSL pode ocorrer em associação a vários fatores. É certo que estes colchões reduzem os fatores que podem ser associados à superfície onde o bebé dorme mas há outras características que podem ter ligação com esta síndrome.

Não existe informação disponível sobre a densidade ou o peso destes colchões. Existem vários modelos e dimensões para adaptação ao mini berço e à cama de grades e até combinações dos dois.

Características Técnicas

  • Dimensões: 50 x 80 cm (para mini berço), 120 x 60 cm (para cama de grades) e 140 x 70 cm (para cama de grades).
  • Peso: a informação disponível é inconsistente, com colchões 50 x 80 cm descritos como tendo 2,2 kg a 3 kg e colchões 120 x 60 cm descritos como tendo 360 g. Não há informação sobre a densidade.

Segurança

  • Respirável: o tecido e núcleo do colchão permite a saída de CO2 do seu núcleo, com retenção de 3,5% quando o limite de segurança é de 5% e a retenção da maioria dos colchões do mercado é 7%.
  • Componentes seguros para o bebé: classificação de segurança Oeko Tex classe I, com componentes não tóxicos e que podem estar em contacto com a pele e mucosas do bebé.
  • Firme: tem uma firmeza adequada, não afundando com tanta facilidade quando o bebé dorme de lado ou de barriga para baixo.

  • Não retém a humidade: quando em contacto com líquidos como chichi, cocó ou vómito, permite que estes atravessem o colchão e não fiquem retidos. O colchão mantém-se respirável.
  • Temperatura: o núcleo é reticular e a base desenhada em 3D pelo que favorece a diminuição da temperatura, um dos fatores que pode estar associado a SMSL.

Facilidade de utilização

A maior parte dos modelos Babykeeper, Babykeeper Optimus e Babykeeper Optimus Therm podem ser lavados no chuveiro (o núcleo) e a capa pode ser lavada na máquina a menos de 40ºC.

Estes colchões podem ser utilizados sem lençóis.

Modelos

  • Babykeeper Classic
  • Babykeeper Optimus: é um colchão 2 em 1 com um colchão para mini berço de 50 x 80 cm incorporado noutro para cama de grades de 60 x 120 cm ou 70 x 140 cm.
  • Babykeeper Classic ou Optimus Therm: tem uma capa ou sinal luminoso que muda de cor com o aumento da temperatura do bebé, sinalizando aos pais a necessidade de retirar roupa ou medir a temperatura do bebé.

Onde comprar

Preço

  • Colchão Babykeeper 50 x 80 cm: 99-148€.
  • Colchão Babykeeper 60 x 120 cm: 190-228€.
  • Colchão Babykeeper 2 em 1 60 x 120 cm: 199-270€.

O porquê desta minha opção?

Estes colchões foram testados em termos de segurança quanto a respirabilidade, controlo de temperatura, passagem de líquidos e firmeza e também segurança dos componentes. Por outro lado, sendo laváveis, acaba por ser mais fácil mantê-los.

A meu ver têm três desvantagens:

  • Preço: o preço é elevado. No nosso caso que escolhemos um berço IKEA é mais caro que o berço! Foi um esforço que fiz porque são os únicos colchões que oferecem estas características de segurança em Portugal.
  • Durabilidade: estes colchões são de espuma, duram menos que os de molas.
  • Dimensões: este factor já se prende com o facto de que tenho um berço IKEA cujas dimensões na superfície onde assenta o colchão não são 120×60 cm. A diferença é inferior a 2 cm mas verifiquem sempre este fator antes de comprar tanto o berço como o colchão.

É verdade que existem muitos outros colchões que são respiráveis e por preços bem mais em conta. Também é verdade que esses colchões, na maioria das vezes não foram testados ou não reunem todas estas condições.

É um mundo de escolhas e é bem difícil controlar as finanças familiares com um bebé (e às vezes dois, três ou quatro outras crianças em casa), por isso boa sorte na procura do colchão ideal. Se encontraram outras marcas interessantes, partilhem! Gostava de ouvir a vossa experiência!

 

 

Natação para bebés

Sempre gostei da ideia de natação para bebés porque os bebés costumam adorar. A água replica o ambiente dentro do útero e pensa-se que é por isto que os bebés se sentem confortáveis.

Além disto eu sempre adorei água e tudo o que é piscina e praia me deixa feliz. Não se a minha M. vai gostar mas decidi experimentar e ver.

Natação para bebés

Decidi, como em tudo o resto, que o melhor era informar-me bem sobre esta atividade antes de a fazer e partilho aqui convosco o resultado dessa pesquisa.

Benefícios da natação para bebés

Ensina estratégias de segurança e sobrevivência na água

Infelizmente, o afogamento é a segunda causa de morte em crianças em Portugal. E é suficiente que haja água, para haver um afogamento. Não é preciso que seja na piscina ou na praia. Basta uma banheira ou até um alguidar. A aprendizagem de como nadar, agarrar-se à borda da piscina e sair faz parte das aulas de natação para bebés desde os primeiros meses.

Promove a saúde física e mental do bebé

Qualquer atividade física é saudável e habituar os bebés desde pequenos a estas atividades pode promover a sua aceitação mais tarde. A obesidade infantil tem estado a aumentar e a diabetes, obesidade e hipercolesterolemia no adulto também. Os bons hábitos desenvolvem-se desde a infância. Por outro lado, os pais que acompanham o bebé também se exercitam e queimam em média 300 kcal por sessão!

Promove o desenvolvimento

Ajuda o bebé a exercitar-se num ambiente confortável e até familiar para eles. Ativa os cinco sentidos – cheiro, paladar, visão, audição e tacto. Também ajuda ao desenvolvimento motor.

Fortalece o vínculo do bebé com os pais

Como qualquer atividade com contacto pele-a-pele, promove a ligação entre o bebé e os pais. É uma excelente oportunidade para os pais contactarem com os bebés, já que as mães usualmente têm mais oportunidades de conviver com eles.

Aumenta a auto-confiança e auto-estima

Aumenta a confiança que as crianças têm em si mesmas, aliás como outras habilidades que possam desenvolver.  Também aumenta a confiança dos pais, ao verificarem que conseguem manter o bebé em segurança. É especialmente útil quando os pais estão inseguros (e todas sabemos que há imensas fases de insegurança e incerteza).

Natação para bebés

Desenvolve a coordenação motora

A natação para bebés promove o equilíbrio e coordenação. Foram feitos estudos nesta área que mostraram um maior equilíbrio e capacidade de agarrar objetos nos bebés que fazem esta atividade.

Fortalece os músculos do bebé

O ato de boiar e a resistência da água fazem com que o bebé exercite vários músculos em simultâneo. Estudos nesta área mostraram que os bebés que fazem natação gatinham mais tarde mas andam mais precocemente.

Ressalvo que os marcos de desenvolvimento não são estanques. Há uma faixa etária no qual estas capacidades se iniciam e a idade é variável de bebé para bebé. Por este motivo, este achado não é particularmente relevante (e gatinhar não é um marco de desenvolvimento; há bebés que não gatinham e não têm qualquer problema).

Desenvolve capacidades de aprendizagem em múltiplas áreas

A resposta a comandos verbais repetidos pode aumentar a capacidade de compreensão do bebé.

Alguns estudos mostraram desenvolvimento motor, inteligência e sociabilidade maior nos bebés que fazem natação e avanço de 6 a 15 meses em crianças em idade escolar que nadaram em bebés, quanto a resolução de problemas matemáticos e linguagem.

Estas características são, obviamente, muito variáveis de criança para criança e dependem de muitos fatores, pelo que este benefício tem de ser encarado com alguma cautela.

Melhora os padrões de sono e a alimentação

Como qualquer atividade que diverte ou relaxa o bebé, pode regularizar os padrões de sono e ajudar a dormir à noite. Sendo uma atividade física, também aumenta o apetite.

Idade de início da natação para bebés

Pode ser iniciada em qualquer altura a partir do nascimento. Está recomendado aguardar até às 6 semanas antes de começar, para permitir às mães recuperarem das feridas que possam ter ficado do parto.

A maioria dos ginásios disponibiliza esta atividade a partir dos 3 meses.

Natação para bebés

Material necessário para as aulas

Para os bebés

  • Fraldas de natação: há quem use fraldas reutilizáveis e quem use descartáveis. É essencial que os bebés as usem para não sujarem a piscina. Estas fraldas retêm os cocós mas não os chichis e por isso cuidado ao voltarem de carro, troquem sempre a fralda antes (ou arriscam-se a sujar a cadeira auto, bem sabemos como é para desmontar, lavar e voltar a montar!). Existem várias marcas de fraldas para natação como Moltex, Nabaiji, Huggies e Chelino. Já experimentei as Huggies e até agora funcionaram lindamente.
  • Toalha: pode ser fornecida pelo ginásio ou podem ser os pais a levar. Para os bebés dá muito jeito os ponchos com capuz, que é só colocar pela cabeça e envolver. Existe à venda na Decathlon e Sportzone.
  • Roupa e fraldas normais para utilizar depois da natação
  • Leite ou snacks: esta atividade costuma abrir o apetite dos bebés, por isso convém não esquecer.
  • Fato de banho: é opcional mas, na minha opinião, faz falta. Existem várias lojas com fatos de banho para bebé disponíveis como Sportzone, Decathlon ou Vertbaudet.

Para os pais

  • Fato de natação
  • Toalha
  • Chinelos de borracha
  • Touca: confirme antes com o ginásio porque nem sempre é exigida, sobretudo quando a piscina é separada da dos adultos.

Características a procurar nas piscinas de bebés

  • Temperatura: a piscina deve ser mantida a 32 ºC.
  • Estrutura física: a piscina deve ser pouco funda, deve ter superfícies de apoio e para sentar como degraus e corrimões. Deve ser separada da piscina dos adultos, idealmente numa divisão diferente e sempre sem água partilhada
  • Desinfeção: a maioria das piscinas são desinfetadas com cloro. Existem algumas piscinas desinfetadas com radiação ultravioleta e/ou bromo, que podem ser vantajosas. O cloro poderá ser irritante e causar outro tipo de alterações.

Natação para bebés

O cloro pode ser um problema?

Sim. O cloro é utilizado nas piscinas para desinfeção da água mas é um químico irritante que pode sensibilizar a pele, originando eczema (de contacto ou atópico). Também pode vaporizar e gerar irritação das vias respiratórias.

A exposição frequente a cloro nas piscinas parece estar associada a maior probabilidade de asma. Este facto é especialmente importante se já existe história familiar de doença alérgica (asma, eczema atópico ou rinite alérgica).

Este efeito foi detetado em crianças entre os 10-13 anos sobretudo quando expostas a piscinas com cloro antes dos 7 anos.

Natação para bebés

Os estudos nesta área são pequenos e têm alguns problemas metodológicos, pelo que os dados são sugestivos de uma associação mas não são conclusivos.

Por outro lado, a exposição frequente não é a exposição usual das nossas crianças e certamente não a dos bebés.

Ainda, no caso da alergia respiratória, a exposição ao cloro pode ser evitada se a piscina for bem ventilada e o cloro não andar no ar que respiramos em grande quantidade.

Este problema preocupou-me, no entanto, dado que na família da minha M. há história de asma, eczema atópico e rinite alérgica. Claro que posso evitar as piscinas com cloro e ela vir a ter algum destes problemas à mesma, mas ao menos que não seja eu a acelerar esse processo.

Como resolver este problema

  • Escolher uma piscina que utilize uma concentração baixa de cloro: inferior a 0.5 ppm. Geralmente estas piscinas são desinfetadas com um modo suplementar ao cloro, como a radiação ultravioleta.
  • Escolher uma piscina que não utilize cloro: existem formas alternativas de desinfeção da água, nomeadamente o bromo.

Natação para bebés

E em Lisboa, que piscinas escolher?

  • Sem cloro: Clube VII, no Parque Eduardo VII, é neste momento o único ginásio que tem piscina de bebés desinfetada apenas com radiação ultravioleta e uma pequena quantidade de bromo. Não utilizam cloro.
  • Com baixa concentração de cloro: Virgin Active, com instalações em Lisboa, Oeiras, Porto e Vila Nova de Gaia, utiliza baixa concentração de cloro 0.1-0.5 ppm.

Piscinando, piscinando …

Se procura uma piscina para passar uns bons momentos com o seu bebé, pode estar certa que tomou uma boa decisão. Para quem pode passar um tempinho nestas aulas, pode ser muito recompensador e os bebés costumam adorar.

Tem vários benefícios em termos de desenvolvimento, saúde física e mental e fortalece a ligação com os pais (tal como qualquer momento que os pais dediquem ao seu bebé). Para além disto, o bebé desenvolve capacidades de sobrevivência e técnicas de segurança dentro de água, que lhe serão úteis no futuro. Como se costuma dizer, este país à beira do mar plantado … se há sítio onde faça sentido pensar nestas coisas, é aqui.

Pode começar a pensar nesta atividade desde o nascimento, embora o mais comum seja começar aos 3 meses.

Deve ter alguns cuidados a escolher a piscina, principalmente se há história familiar de doença alérgica.

Se também sentem esta paixão pela água e esta vontade de explorar esta atividade com os vossos bebés, partilhem! Gostava de saber a vossa opinião sobre este assunto.

E acima de tudo aproveitem o prazer que é estarmos com os nossos bebés. Porque não há melhor.

Ninguém avisou os bebés da mudança da hora …

A hora mudou para hora de Inverno ontem mas a minha bebé não foi avisada disso. Estou curiosa para saber se também estão a passar pelo mesmo.

Desde ontem que acorda as seis da manhã! Eu sou privilegiada – a minha M nunca me deu trabalho à noite. Já desde a primeira semana de vida que dorme toda a noite e até cheguei a ter de a acordar para comer. De formas que nos últimos 2 dias ando a estranhar o acordar quando ainda é noite lá fora …

Os bebés gostam de rotinas e quando estas são consistentes seguem-nas quase à risca. Mudaram a hora mas ninguém os avisou e eles ainda continuam na hora antiga!

Hoje falo-vos de algumas estratégias para ajustar os horários e rotinas dos nossos bebés. Podem ser aplicados nesta situação ou noutras que “desregulem” o equilíbrio do bebé.

Estratégias para ajustar os horários dos bebés

Sono

Se o seu bebé está a acordar mais cedo que o habitual e ainda é de noite tente adormecê-lo novamente e veja se ele vai na conversa.

Se não for ajuda tirar da cama e abrir os estores e cortinas e começar o dia, de modo a mostrar ao bebé que a luz lá fora ainda não é luz do dia.

Nestes dias é especialmente importante que os bebés consigam dormir as sestas. É importante que os dias sigam ao máximo a rotina habitual e que não hajam atividades sobrepostas às sestas. Se temos um almoço ou um lanche combinado em cima da hora habitual da sesta, podemos tentar remarcar para daqui a uns dias.

Se o bebé estiver mais “descansado” é mais fácil adiarmos um bocadinho a hora de dormir à noite. É paradoxal mas os bebés muito cansados entram em loop e acabam por ficar tão irritados que não se conseguem acalmar para dormir.

Podemos atrasar a hora de dormir gradualmente, em vez de atrasarmos logo uma hora, tentarmos atrasar 15 ou 30 minutos a cada dia.

Alimentação

Devemos respeitar os intervalos que o bebé costuma fazer nas alimentações. Se o bebé já passava 8 horas a dormir sem comer à noite, não é a mudança de rotina que o fez ter fome 6 horas depois.

Na maior parte das vezes o bebé acorda porque essa é a hora que habitualmente despertava. Nada tem a ver com comer.

Devemos oferecer comida (seja ela leite ou outros alimentos, consoante a idade do bebé) na hora habitual. Como esta hora pode ser mais precoce que a hora que faziam antes, podemos ir tentando espaçar as refeições aos bocadinhos, por exemplo 15 minutos a mais entre cada refeição. Se o bebé faz um intervalo de 3 horas, passa a fazer 3 horas e 15 minutos. No fim do dia já acertámos as horas com este esquema.

Atividade

Devemos tentar nestes dias dar passeios no exterior com o bebé. O relógio interno do bebé regula-se muito pela luz cá fora.

Nós acabamos por “desregular” o horário dos bebés ao utilizarmos estores e cortinas, que impedem a luz de passar de manhã e luz artificial à noite. Estas alterações de luminosidade não coincidem com o horário de luz natural.

A luz natural influencia muito a rotina e o sono do bebé. Nestes dias é especialmente importante que o bebé siga a evolução da luz natural.

As alterações de rotina são sempre difíceis

Sabemos bem que os bebés estão sempre a mudar e essas mudanças muitas vezes não são fáceis. Os bebés não percebem a nossa intenção quando alteramos as rotinas do sono ou atividade e podem chorar ou irritar-se.

Estes dias de transição podem ser muito difíceis. Eu não tenho muito por onde me queixar mas sei bem que muitas mães passam por períodos complicados nestas alturas.

Sobretudo temos de nos lembrar que vai passar, tentar ir dormindo com o nosso bebé quando estamos cansadas e recuperar a nossa energia e paciência. Porque a regra mais importante, quando cuidamos do nosso bebé, é que também temos de cuidar de nós mesmas.

Um bebé está bem quando a mãe está bem.

Boa sorte a todas com as mudanças de rotina! Se também sentem que os vossos bebés não foram avisados da mudança de hora, partilhem a vossa experiência. Gostava de saber as vossas estratégias!

 

 

Cadeiras auto

A escolha das cadeiras auto pode ser muito difícil, sobretudo atendendo a ampla variedade que existe no mercado. Não é fácil orientarmo-nos no meio do labirinto de opções que existem por aí. Ando hoje à procura de uma cadeira auto para a minha bebé.

Cadeiras auto

Quando precisamos de uma cadeira auto?

Para qualquer criança que tenha menos de 1,5 m de altura, 12 anos ou 36 kg de peso.

O que procurar nas cadeiras auto

Existem várias características que devemos procurar quando escolhemos as cadeiras auto, mas a mais importante é sem dúvida a segurança. Todo o propósito de uma cadeira auto é proteger o bebé o melhor possível no caso de um acidente rodoviário.

Claro que se pretende que não haja nenhum acidente e essa é a situação ideal. Mas não podemos prever os acidentes e sabemos que eles acontecem. Só não acontecem se não andarmos de carro.

Por isso quando escolhemos as cadeiras auto este é o fator que devemos levar em maior consideração.

Segurança

As cadeiras auto são todas submetidas a testes de segurança e sujeitas à legislação aplicável para cada ano.

Segurança rodoviária

  • Cadeiras auto viradas no sentido contrário à marcha: reduz a tensão sobre o pescoço 3,5 vezes e a percentagem de ferimentos de 40% (viradas no sentido da marcha) para 8% (viradas contra a marcha).
  • Cintos com cinco pontos de fixação: dois cintos nos ombros, dois nas pernas e um entre pernas; reforçam a segurança e contenção do bebé em situações de impacto. Com três pontos de fixação existe um ponto fraco nas laterais pelo qual o bebé pode deslizar, criando situações em que o bebé abana mais e está sujeito a maior tensão do que com cinco pontos.
  • Proteções laterais da cabeça: a cadeira deverá ter almofadas que contenham a cabeça para proteção em impactos laterais. Podem ser bolsas de ar ou espuma/esferovite.
  • Compatibilidade com sistema ISOFIX: o sistema isofix é composto por ganchos no assento de trás do automóvel que permitem que se encaixe uma base para a cadeira que estará sempre fixa.
    • Requisitos automóvel: a utilização deste sistema depende, obviamente, da existência de ISOFIX no automóvel. Devemos verificar se existe e em que condições está. A cadeira auto encaixa com um click na base ISOFIX.
    • Vantagens: este sistema é prático e mais seguro, porque não implica ajustar a cadeira aos cintos todas as vezes que a colocamos no carro, evitando erros.
  • Condições do enchimento (espuma/esferovite): o enchimento da cadeira auto degrada-se com o tempo e não estará em condições se a cadeira tiver mais de 5 anos de “idade”. Se recebermos uma cadeira que já tenha ultrapassado este tempo podemos pedir substituição do enchimento enviando ao fabricante. Outro fator importante é questionar se esteve envolvida nalgum acidente, porque não deve ser utilizada nessas condições.

Outras categorias de segurança

  • Capota extensível e com proteção UVA50+: dado que o nosso bebé vai circular na cadeira auto exposto ao Sol, é importante garantirmos a maior proteção solar possível. Existem proteções contra o Sol para colocação nas janelas. Em geral não são suficientes, porque não preenchem toda a janela e são perfuradas permitindo a passagem de radiação.

Conforto

Uma cadeira auto deve ser, por definição rígida e a sua função é proteger a criança em caso de acidente. É comparável a um capacete. Por este motivo estas cadeiras não primam pelo conforto, aquecem muito e não são adequadas para passeio.

Os bebés não devem permanecer na cadeira auto (mesmo a do grupo 0) mais de 1h30 por dia, pelo que deve ser utilizada uma alcofa ou cadeira de passeio quando nos deslocamos com o bebé na rua.

No entanto existem algumas características a nível de conforto sem impacto sobre a segurança e que podemos tentar garantir.

  • Cintos acolchoados
  • Tecido da cadeira auto suave: por vezes o tecido destas cadeiras é áspero e desconfortável. Podemos superar este problema comprando uma capa para a cadeira auto.
  • Base para os pés do bebé: nas cadeiras de preço mais elevado muitas vezes há uma elevação na zona dos pés para o bebé os poder apoiar.

Praticidade

O forro das cadeiras auto é difícil de retirar e de voltar a colocar. Os bebés sujam facilmente o forro; há sempre cocós e chichis fora do sítio, leite que vem fora e até comida quando são mais crescidinhos.

Por este motivo o ideal é escolher cadeiras auto que tenham forros fáceis de limpar passando uma toalhita ou compressa humedecida em água. É mais provável que isto aconteça em tecidos lisos, sem relevos.

Cadeiras auto

Características Técnicas

O ideal seria lermos os manuais de instruções de fabricantes antes de comprarmos a cadeira auto. Permitir-nos-ia conhecer a cadeira de frente para trás e trás para a frente e antevermos problemas de instalação ou utilização. Claro que esta é a parte em que na minha cabeça e na das mães que estão a ler isto está a passar a frase “yeah right…”. Era bom que tivessemos tempo para ler manuais de instruções …

Achei que era útil deixar aqui alguns aspetos que temos obrigatoriamente de ter em conta antes de comprar a cadeira auto:

  • Instalação no carro: é importante procurarmos se o nosso carro tem sistema ISOFIX antes de comprarmos uma base ISOFIX e irmos ver onde está e em que condições (se conseguimos aceder aos ganchos, se não temos de andar a desmontar bancos …). Algumas cadeiras têm uma base que se fixa com os cintos, contornando este problema.
  • Espaço que a cadeira ocupa: isto é especialmente importante para quem tem carros pequenos (como é o meu caso); convém verificar se a cadeira auto cabe nos bancos de trás e continua a permitir levar um passageiro. Para quem tem dois filhos isto é especialmente importante, porque se a cadeira auto implicar chegar o banco muito para a frente, pode não ser possível usar determinados modelos sob pena de o condutor não conseguir caber!
  • Ajuste de altura dos cintos: esta é uma preocupação menos importante porque rara é a cadeira auto que não tem ajuste de altura. Mas convém verificar se a cadeira auto acompanha o crescimento do nosso bebé.

Se decidir comprar numa loja, a maioria das lojas disponibiliza alguém para demonstrar a montagem e utilização das cadeiras auto e, nalguns caso, inclusive vai ao carro montar.

Para quem, como eu, comprou a cadeira auto meses antes do nascimento do bebé (épocas de saldos dão muito jeito) e já não se lembra de como se monta, há duas opções:

  • Voltar à loja
  • Tutoriais das marcas das cadeiras auto ou tutoriais do youtube

Preço

A compra das cadeiras auto tem sempre um grande impacto sobre as economias familiares porque são caras, sobretudo quando têm maior adição de acessórios de segurança e conforto.

Devemos esperar preços entre 150€ e 225€ para a cadeira e 180€ para a base quando comprada em separado.

Tipos

As cadeiras auto classificam-se por peso, idade e pelo sentido da marcha, em cadeiras auto grupo 0+ e cadeiras auto grupo 1 2 3.

  • Grupo 0+ até 13 kg (12-18 meses), contra o sentido da marcha.
  • Grupo 0+/1:  até 18 kg (até aos 3/4 anos), contra o sentido da marcha. Estas cadeiras não são adequadas para bebés com menos de 8-9 meses porque o bebé viaja sentado.
  • Grupo 1: 9-18 kg (12 meses-3/4 anos), a favor do sentido da marcha. Não devem ser utilizadas e deve ser dada preferência às cadeiras 0+/1 pois as cadeiras 1 só permitem circulação a favor do sentido da marcha.
  • Cadeiras grupo 2/3: 15-36 kg (3-12 anos), a favor do sentido da marcha. Podem ter costas destacáveis permitindo evoluir para banco elevatório.
  • Banco elevatório grupo 2/3: a partir dos 7-8 anos.
  • Banco elevatório grupo 3: 22-36 kg (5/6-12 anos), a favor do sentido da marcha. Geralmente trata-se de uma cadeira auto com costas destacáveis. Pode ser usado como banco elevatório exclusivamente a partir dos 7/8 anos se os cintos não incomodarem no pescoço e o carro tiver encostos para a cabeça. Caso isto não se verifique devemos manter o uso da cadeira completa. A cadeira também protege melhor as laterais.

Cadeiras auto

 

Testes cadeiras auto

As cadeiras auto são todas sujeitas a testes de segurança e qualidade antes de serem colocadas à venda no mercado. Na Europa são todas sujeitas à aprovação do ECE R4404 e este “selo” tem de estar especificado no próprio produto, nos manuais ou caixa. Outros testes adicionais podem mostrar uma qualidade superior nalgumas cadeiras.

  • ECE R4404: é obrigatório em qualquer cadeira auto vendida na Europa ou Médio Oriente. As cadeiras são testadas em colisões frontais a 50 km/h e traseiras a 30 km/h.
  • ADAC: a ADAC é uma organização que representa os interesses de proprietários automóveis na Alemanha. Esta organização conduz testes cujos resultados consistem em 50% segurança auto e 50% outros fatores (praticidade, conforto, instruções de utilização, instalação, entre outros). O pior resultado influencia largamente o resultado final. A exigência deste teste é cerca de 50% mais elevada que a do ECE R4404. Quanto à segurança os testes são feitos em colisões frontais e laterais (as colisões laterais são em geral muito mais graves para as crianças que as frontais).
  • Stiftung Warentest: conselho de consumidores alemães que conduz testes para o International Consumer Research and Testing, em conjunto com a ADAC. Testa colisões frontais a 64 km/h e colisões laterais.
  • Teste Plus: este teste foi criado na Suécia e é de tal forma exigente que o seu princípio é que seja virtualmente impossível uma criança numa cadeira auto ter ferimentos graves ou ameaçadores à vida numa colisão. Nenhuma cadeira a favor do sentido da marcha poderia obter este “selo”.
  • WHICH: selo que advém das organizações de consumidores europeias que são membros da International Consumer Research and Testing. Publicam o seu relatório relativo às cadeiras auto mas baseiam-no nos resultados da ADAC e Stiftung Warentest.

Cadeiras auto

Conclusão

As cadeiras auto devem primar pela segurança e os restantes fatores de escolha são secundários. Devemos procurar cadeiras com cinco pontos de fixação dos cintos, apoios laterais da cabeça e que permitam circulação contra o sentido da marcha pelo menos até aos 3-4 anos. A utilização de bases ISOFIX ou fixas por cintos facilita o dia-a-dia e diminui os erros de contenção das cadeiras. Devemos escolher o tipo de cadeira consoante o peso do nosso bebé – grupos 0+, 0+/1, 1, 2/3 e 3.

 

 

Como cuidar dos dentes do seu bebé

Os dentes no bebé constituem uma preocupação desde os primeiros meses e motivam algumas queixas e também são desculpa para muita coisa que, afinal, não é culpa dos dentes!

Idade

Os dentes “de leite” estão presentes desde o nascimento mas só nasce o primeiro em redor dos 6 meses (entre os 4 e os 10 meses). O primeiro dente pode nascer mais tarde e alguns bebés não têm dentes até aos 12 meses.

Em relação a quanto tempo demora para nascer um dente de bebe, esse tempo é muito variável, usualmente levando uma semana.

Ordem de nascimento

Os primeiros dentes a nascer são os incisivos centrais e costumam ser os inferiores, por volta dos 6 a 9 meses. Seguem-se os incisivos laterais aos 7-10 meses, caninos aos 16-20 meses, primeiros molares aos 12-16 meses e segundos molares aos 20 a 30 meses.

Sabemos bem que os nossos bebes não passam todo este tempo (até aos 3 anos) doentes, com febre ou a chorar diariamente, por isso temos de pensar em razões alternativas para estas manifestações que o bebé possa ter.

Dentes bebe

Sintomas

O nascimento dos dentes pode causar desconforto e outras manifestações que incluem:

  • Gengiva inchada e vermelha
  • Dor
  • Irritabilidade
  • Aumento da salivação
  • Levar as mãos ou objetos à boca
  • Diminuição da ingestão alimentar
  • Agitação durante o sono

Existem manifestações que foram sempre associadas aos dentes mas que não têm fundamento científico para isso, como sejam:

  • Febre
  • Diarreia
  • Obstrução nasal ou tosse
  • Prostração
  • Manchas na pele

Há que notar que os bebés pequenos, a partir do 3º mês de vida (por vezes mais cedo, podendo acontecer desde o 1º mês) e até aos 12 a 18 meses passam por aquilo a que chamamos fase oral. Durante esta fase, a exploração do mundo em redor é feita pela boca e os bebés levam tudo o que apanhem à boca. É assim que começam a conhecer os objetos quanto à sua textura, forma, flexibilidade. Este comportamento nada tem a ver com os dentes. É uma fase de desenvolvimento normal e expectável.

Como aliviar dor de dente de bebe

A melhor forma é aplicar frio local.

Anéis de dentição

Existem no mercado mordedores com água destilada envolvida por silicone, que podem ser guardados no frigorífico durante a noite e oferecidos ao bebé.

Características

Existem algumas características a que devemos estar atentos quando escolhemos um mordedor:

  • Resistência: deve ser feito de um material resistente, que permita ao bebé morder sem se desfazer.
  • Resistência a temperaturas baixas: permitindo guardar no frigorífico.
  • Superfícies regulares: as superfícies devem ser regulares para permitir uma lavagem fácil, que deve ser diária.
  • Superfície onde agarrar que não esfrie: deve ter um anel ou zona onde o bebé possa pegar que não seja preenchida por água e portanto não esfrie.

Modelos

Existem alguns mordedores que podem ser refrigerados, com resistência adequada à mordida do bebé e fáceis de lavar e manter, que passo a apresentar:

  • Mordedor Girafa Sofia:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Composto por dois anéis, um de plástico que não esfria e outro de silicone preenchido por água que esfria.
    • Preço indicativo: 10,95€.

Dentes bebe

  • Mordedor anel de dentição Tigex:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Pega ergonómica que facilita a pega e não esfria.
    • Preço indicativo: 3,19€.

Dentes bebe

  • Mordedor anel de dentição Maternity Bebe Confort:
    • Idade: próprio para bebés a partir dos 3 meses.
    • Anel de dentição separado de anel de pega; formato em chupeta que poderá ajudar nos bebés que aceitam e gostam de chucha.
    • Opções: três anéis de dentição possíveis (Etapa 1 – gengivas, Etapa 2 – incisivos, Etapa 3 – caninos).
    • Preço indicativo: 4,56€.

Dentes bebe

Dentes bebe

Para a minha bebé escolhi o mordedor Suavinex porque procurava uma opção simples que pudesse refrigerar. Parece-me muito interessante o mordedor Maternity Bebe Confort porque a minha bebé gosta de chucha, mas para bebés que não gostem seria difícil que gostassem deste mordedor.

Bálsamos

Existem ainda no mercado bálsamos em gel, compostos por produtos naturais (derivados vegetais) que se aplicam sobre as gengivas. De salientar que não há base científica para a utilização destes bálsamos e não está provada a sua eficácia no alívio do desconforto durante o nascimento dos dentes.

Para além disto são difíceis de aplicar (porque os bebés não gostam de abrir a boca e não o fazem voluntariamente) e há o risco de serem ingeridos em maior quantidade do que o desejável. Não são conhecidos efeitos secundários mesmo de ingestões elevadas.

O que não devemos fazer

Não devemos administrar analgésicos ou anti-inflamatórios como o paracetamol ou o ibuprofeno por este motivo. Estes medicamentos têm as suas indicações e o seu lugar mas não devem ser usados para uma manifestação como a dor de dentes nem durante períodos prolongados.

Como cuidar dos dentes do seu bebé

Escovagem dos dentes

O hábito de limpar a boca deve estar presente desde o nascimento, ainda antes do nascimento do primeiro dente. A lavagem da boca deve ser feita com uma compressa embebida em água (pode ser utilizada água da torneira) duas vezes por dia. A compressa deve ser passada nas gengivas, língua, céu da boca e paredes laterais da boca.

Escovas de dentes

A partir do nascimento do primeiro dente devemos comprar uma escova de dentes própria para bebé e começar a escovagem dos dentes duas vezes ao dia.

Devemos procurar que a escova de dentes de bebé tenha duas características:

  • Cerdas de nylon macias: para que consiga limpar as reentrâncias da boca do bebé, sem magoar e sem fazer as gengivas sangrar.
  • Cabeça pequena: para que seja fácil introduzir na boca do bebé.
  • Pega grande: para que seja fácil para nós mexermos na escova.

Escovas que têm estas características, à venda em Portugal, são:

Dentes bebe

  • Escova de dentes Tigexcomposta por 3 unidades, um recipiente e duas escovas, uma tradicional e outra com cabeça ovalada rodeada de cerdas de borracha.

Dentes bebe

 

Pasta de dentes

A pasta de dentes de bebe deve acompanhar a escovagem desde a primeira vez que ela é feita. A pasta de dentes deve ter 1000 a 1500 ppm de flúor (composição das pastas de dentes de adulto). Esta recomendação é generalizada e em Portugal foram elaboradas orientações pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e Ordem dos Médicos Dentistas.

Pode ser usada pasta de dentes de bebe desde que seja garantida a composição adequada de flúor. Muitas vezes estas pastas têm um sabor menos intenso e são melhor toleradas pelos bebés.

Existem poucas pastas de dentes de bebe no mercado que tenham esta composição em flúor. Muitas não têm flúor e outras têm concentrações inferiores às recomendadas. Uma pasta que tem concentrações adequadas é a Colgate Smiles Kids, com 1000 ppm de flúor.

Dentes bebe

Relembro que podem ser utilizadas pastas de dentes de adulto, desde que o sabor seja tolerado pelo bebé e que as quantidades sejam reduzidas.

A quantidade deve ser do tamanho da ponta do dedo mindinho do bebé. O bebé dificilmente vai deitar fora a pasta, porque não percebe o mecanismo de escovar, bochechar e deitar fora. Esta quantidade de pasta pode ser ingerida e não causa mal ao bebé.

Vigilância pelo dentista

Este tema gera alguma controvérsia entre os especialistas mas existe unanimidade que a primeira visita ao dentista deve acontecer até ao final do primeiro ano de vida. A Associação Americana de Pediatria recomenda uma visita mais cedo se houver risco de degradação dos dentes. Exemplos de situações de risco são história de cáries na família, consumo de alimentos açucarados, ingestão de leite depois da escovagem dos dentes à noite ou escovagem irregular.

A Associação Americana de Estomatologia e Associação Americana de Odontopediatria recomendam que a primeira visita aconteça depois do nascimento do primeiro dente e sempre antes dos 12 meses.

Porque é importante cuidarmos dos dentes do bebé

Há uma tendência para pensarmos que este assunto não é muito importante, porque os dentes que nascem inicialmente são de leite e hão-de ser substituídos pelos dentes definitivos.

Apesar disso, os dentes de leite têm um papel muito relevante em vários aspetos da vida e da saúde do nosso bebé, incluindo:

  • Contribuem para a forma da face do bebé e da face que vai tendo com o crescimento
  • Participam ativamente na mastigação e alimentação do bebé
  • Guardam espaço para os dentes definitivos

Conclusão

Os dentes do bebé são muito importantes no crescimento e alimentação e devemos ter o cuidado de lavar a boca diariamente e escovar com escova para bebé e pasta de dentes fluoretada (1000-1500 ppm), desde o nascimento do primeiro dente. Devemos programar a primeira visita ao dentista entre o nascimento do primeiro dente e os 12 meses.

 

 

Como aplicar um supositório no bebé?

Os supositórios são frequentemente utilizados nas crianças pela fácil aplicação e absorção, contornando o problema de não quererem tomar os medicamentos oralmente e deitarem fora. Existem alguns medicamentos em supositório, sendo os mais utilizados os antipiréticos, analgésicos e anti-inflamatórios, para tratar a febre, a dor e a inflamação. Destes os mais utilizados em Portugal são o paracetamol e o ibuprofeno.

Geralmente quando inserimos o supositório no rabo do bebé, a seguir ficamos a apertar as nádegas uma contra a outra para que não deite o supositório fora. Quando inserimos o supositório pela base não precisamos de ter esta preocupação, porque mais facilmente fica retido.

Esta forma de aplicação é pouco falada, mesmo em contexto de urgência, mas pode facilitar a vida, sobretudo quando estamos com um bebé com febre e impaciente e queremos dar-lhe o que precisa para baixar a temperatura.

Há que notar que a prática comum e a recomendação dos fabricantes de supositórios é inserir a ponta primeiro. Parece haver um benefício de inserir a base e não parece haver desvantagem de o fazer. Os bebés não ficam desconfortáveis e raramente deitam fora o supositório.

Os supositórios são fabricados num formato de torpedo, com uma ponta afilada e uma base plana e tradicionalmente eram inseridos pela ponta afilada e pressionando com o dedo pela base plana.

No entanto, foi estudada a eficácia da inserção pela ponta ou pela base e chegou-se à conclusão que a capacidade de reter o supositório é maior quando é inserido pela base (ou seja a base plana entra primeiro) porque o esfíncter anal e as contrações intestinais facilitam a entrada do supositório.

Como cuidar da pele do bebé

Cuidados com a pele do bebé

A pele do bebé é especialmente delicada e por isso é muito importante termos alguns cuidados para garantirmos que se mantém hidratada e evitarmos irritações e descamações.

Produtos de aplicação na pele

Devemos utilizar produtos próprios para bebé. Existem várias opções disponíveis, mas o princípio comum é evitar os perfumes e os irritantes dos olhos.

Devemos tentar ser consistentes nos produtos que utilizamos e escolher uma marca para toda a linha de produtos de higiene. Se o bebé se dá bem com essa marca devemos manter e não utilizar linhas diferentes com as quais pode ter reações variadas, inclusivamente alérgicas.

Para lavagem no banho temos os cremes lavantes, que usualmente se aplicam em pequena quantidade com uma toalha de rosto, luva ou pano ou com as mãos. Usualmente utilizo duas “doses” de creme lavante, a primeira espalho com a toalha de rosto para lavar o cabelo e depois as pregas e o resto do corpo. A segunda aplico diretamente na água do banho.

Também existe o creme lavante para a zona da fralda, que deve ser lavada antes do banho (para não sujar a água onde vamos lavar o resto do corpo). A maioria das opções não requer enxaguamento e pode ser aplicado com compressa húmida na zona da fralda de frente para trás.

Depois do banho é importante utilizar creme hidratante, que, no caso dos bebés, costuma ser de face e corpo. Devemos lembrar-nos de aplicar nas zonas onde os bebés transpiram mais e que, por isso, têm mais tendência a pele irritada – o pescoço, atrás das orelhas, as axilas, as virilhas e atrás dos joelhos.

Aplicação de creme na pele do bebé. Imagem digital. Howcast. Web. 15 de Agosto de 2017. <www.howcast.com>

Secagem da pele

A pele deve ser sempre bem seca a seguir ao banho, com uma toalha de algodão turca o mais grossa possível (para que absorva bem a água e não fique logo completamente encharcada) com pequenos toques ao longo da pele (sem esfregar) e insistindo atrás das orelhas, nas axilas, no pescoço, virilhas e atrás dos joelhos.

Frequência dos banhos

Os banhos são uma das razões mais frequentes para irritação da pele porque a água morna e os cremes lavantes retiram os ácidos gordos da pele, que a mantêm hidratada.

Por este motivo está recomendado que os bebés tomem banho 2-3 vezes por semana. Nesta altura de Verão, em que os bebés transpiram mais, o banho pode ser diário. Cá em casa dou banho diariamente. Nestas situações em especial, o banho deve ser rápido, apenas o tempo suficiente para lavar o bebé e devemos utilizar sempre creme hidratante a seguir. Quando a pele está mais irritada podemos inclusivamente aplicar o creme com a pele ainda húmida, para ajudar a “manter” a água nas células da pele.

A zona da fralda

Para evitar irritações desta zona (dermatites) ou infeções fúngicas (candidíase) devemos manter esta zona o mais seca possível, mudando a fralda sempre que estiver muito húmida ou com cocó. Hoje em dia as fraldas descartáveis são muito absorventes e evitam este tipo de complicações. Nos bebés com mais tendência a irritações da pele nesta zona, devemos procurar fraldas com absorção extra para o período da noite, para não termos de acordar o bebé.

Sempre que mudamos uma fralda com cocó devemos aplicar creme barreira. Nos casos de irritação da pele devemos aplicar cremes reparadores, que incluem zinco na sua composição (como por exemplo o CicalfateⓇ, o MitosylⓇ ou o EryplastⓇ) em todas as mudanças de fralda.

O creme barreira funciona exactamente como uma barreira à entrada de humidade na pele mas também não deixa a pele “respirar”, daí que não deva ser aplicado em todas as mudanças de fralda. Como a minha bebé tem tendência as irritações na zona da fralda, eu utilizo creme reparador; quando a pele está irritada aplico em todas as mudanças de fralda, quando está bem aplico apenas quando a fralda tem cocó.

A zona da boca

Esta zona fica muitas vezes irritada quando os bebés se começam a babar e pelo contacto com a chucha.

Devemos limpar frequentemente a saliva. As chuchas devem ser “ventiladas” (ou seja, ter orifícios que permitam a saída de saliva) e, hoje em dia, existem chuchas com abas flexíveis que irritam menos a pele.

Proteção solar

Devemos aplicar creme solar com fator de proteção superior a 30, preferencialmente 50+, sempre que saímos com o bebé à rua nos meses de Maio a Outubro e evitar exposição solar direta dos bebés com menos de 6 meses (preferencialmente até aos 12 meses) e sempre nas horas do calor (11-16 horas).

Temperatura ambiente

Com o calor os bebés transpiram e a pele fica irritada sobretudo na zona do pescoço, axilas, parte da frente dos cotovelos e parte de trás dos joelhos. Podem aparecer pequenas borbulhas vermelhas interpostas por pele normal, a que chamamos sudamina e que podem dar comichão.

Para evitar esta irritação, devemos vestir o bebé com roupas largas e leves. O bebé deve utilizar até mais uma camada de roupa do que o adulto. Devemos ajustar a forma como vestimos o bebé ao nosso grau de conforto com as roupas que temos vestidas.

No Inverno é comum utilizarmos aquecimentos que secam o ar. Por este motivo devemos investir num humidificador, para evitar que a pele fique seca e que o nariz inflame. Devemos limpar frequentemente o humidificador para que não apareçam fungos.

Lavagem da roupa

Os detergentes com que lavamos a roupa devem ser o mais livres possível de perfumes; existem no mercado várias opções para bebé.

A roupa pode ser seca na corda ou no secador mas na corda está mais sujeita a retenção de pólens que podem causar alergias da pele e do nariz. A temperatura do secador é suficiente para diminuir a quantidade de bactérias na roupa e comparável a engomar.

A pele é o nosso maior órgão pelo que devemos cuidar dela com especial atenção, sobretudo nos bebés em que é mais frágil e pode causar desconforto.

Como guardar leite materno

Como retirar e conservar leite materno

Para as mães preocupadas com o regresso ao trabalho e com o momento em que vão deixar de ter todo o tempo disponível para o seu bebé, retirar leite materno pode ser parte da solução. Pelo menos garantimos que temos leite disponível para aqueles dias em que é impossível estarmos presentes.

Para retirar leite materno existem várias formas:

Expressão manual

É adequada quando queremos retirar pouca quantidade de leite, nomeadamente em casos de subidas de leite dolorosas, encaroçamento ou mastites mas é lenta e pouco eficaz quando o objetivo é armazenar leite.

Expressão com bomba manual

A bomba manual é mais barata mas também implica que sejamos nós, mães, a mexer na bomba para que ela funcione; para algumas mães pode funcionar bastante bem e permite adequar a sucção da bomba ao conforto da mãe; a desvantagem é a necessidade de um “operador”.

Bomba manual. Imagem digital. Fit pregnancy and baby. Web. 12 de Agosto de 2017. <www.fitpregnancy.com>

Expressão com bomba elétrica

Estas bombas apenas necessitam de uma ligação à eletricidade para funcionarem; a maioria tem várias velocidades e forças de sucção; devemos escolher a que melhor se adequa ao nosso conforto.

Bomba automática. Imagem digital, What to Expect. Web. 12 de Agosto de 2017. <www.whattoexpect.com>

Com que idade do nosso bebé devemos começar a retirar leite?

Usualmente começamos a retirar leite a partir dos 2 a 3 meses, dependendo também de quando será o regresso ao trabalho. No primeiro mês e meio a produção de leite é dirigida ao bebé e a quantidade adequada à quantidade de vezes que se alimenta e à quantidade de leite que ingere. Nesta fase retirar leite pode ser feito quando há encaroçamento mas fazê-lo sem ser neste contexto pode levar a sobreprodução de leite e a dor mamária.

Com que frequência devemos retirar leite?

Esta frequência não está definida. Quando o bebé não está a mamar por um período superior a 3 horas (quando estamos no trabalho, por exemplo), podemos retirar de 3/3 horas.

Se o bebé ainda está a amamentar exclusivamente podemos retirar 2-3 vezes por dia, começando por uma vez e aumentando o numero de vezes progressivamente, para permitir a adaptação da produção de leite. Podemos retirar leite durante 10-15 minutos em cada mama, mantendo sempre presente que no início retiramos pouco mas vai aumentando a quantidade que conseguimos retirar.

Devemos esterilizar os componentes da bomba?

Idealmente, sim, as tubuladuras da bomba devem ser esterilizadas após a utilização. Caso sejam utilizadas mais do que uma vez por dia, podem ser conservadas no frigorífico e lavadas e esterilizadas no fim do dia.

A lavagem usualmente é fácil e não são necessários esfregões ou escovilhões, porque é raro haver depósito solidificado de leite nas paredes. Pode ser utilizado um pano ou as mãos (que é o que utilizo cá em casa, para não ter de andar sempre a lavar panos da loiça).

A esterilização pode ser feita nas máquinas de esterilização, nos robots de cozinha, no microondas, numa panela com água a ferver ou até debaixo da torneira com água quente.

A esterilização está completa ao fim de 10 minutos de imersão em água fervente ou de exposição a vapor de água.

Eu utilizo a BimbyⓇ e coloco 30 minutos a 110ºC na velocidade 0.5 inversa, com 1 L de água e os componentes da bomba dentro do cesto.

Existem umas caixas próprias para esterilização no microondas, nomeadamente da AventⓇ e sacos da Medela Ⓡ, que permitem esterilização em 3 minutos a 900W. Parecem-me opções muito práticas. Como tenho BimbyⓇ cá em casa, vou aproveitando algumas das suas vantagens.

Onde devemos guardar o leite materno?

Se o objetivo é oferecer ao bebé nas 24 horas seguintes, podemos guardar dentro do biberão mas devemos agitar antes de oferecer, para misturar a gordura que se deposita.

Se queremos guardar a longo prazo devemos saber que a duração de conservação é:

  • 4-6 horas à temperatura ambiente;
  • 24 horas a 15ºC (algumas lancheiras e malas térmicas mantêm esta temperatura mas a maioria tem variações grandes, pelo que não são um método adequado de conservação e não devem ser utilizadas);
  • 3-8 dias a 4 ºC (no frigorífico);
  • 6-12 meses entre -18 e -20ºC (no congelador).

Devemos lembrar-nos que o leite materno deve ser guardado em recipientes próprios, existindo os copos e os sacos de conservação, tanto da AventⓇ como da MedelaⓇ.

Quando guardamos leite materno no frigorífico não devemos colocar na porta, porque está sempre a abrir e a fechar e também há variações de temperatura, mas sim na zona mais fria do frigorífico.

Devemos sempre registar no recipiente a data em que foi efetuada a colheita de leite.

Como devemos descongelar o leite materno?

A forma melhor é descongelar no frigorífico de um dia para o outro. Em alternativa podemos descongelar em banho maria, imerso em água a 37 ºC (o que não é muito prático porque implica medir a temperatura da água). Para esta última opção pode ser usado um robot de cozinha com 1L-1,5 L de água (até imersão), colocando o saco ou copo de conservação no cesto e programando 15 minutos a 37 ºC, na velocidade 0.5 inversa.

O leite materno nunca deve ser aquecido no microondas porque perde nutrientes.

Para evitar que esteja frio quando oferecemos ao bebé, podemos aquecer em banho maria como descrito ou retirar do frigorifico 1-2 horas antes de oferecer para que fique à temperatura ambiente.

Boa sorte a todas as mães que estão a construir a sua reserva para os seus bebés (ou planeiam fazê-lo)!

Como as mães fazerem exercício físico no pós-parto pode beneficiar os seus bebés

Como as mães fazerem exercício físico no pós-parto pode beneficiar os seus bebés

Fazer ginástica, andar a pé, correr… tudo isto custa e muito no pós-parto. Para começar muitas de nós mal pregamos olho a noite toda. Mesmo aquelas sortudas que dormem, nunca dormem com a mesma qualidade e acabam por não parar todo o dia.

Depois de horas sem dormir, de andarmos com os nossos bebés ao colo, de tentarmos acalmar os choros, de lavarmos roupa, estendermos roupa, cozinharmos, lavarmos e voltarmos a lavar chuchas… a última coisa que apetece é fazer exercício.

Eu partilho deste sentimento e por isso estas palavras são também para mim, para me lembrar, naqueles dias em que não há mais energia, que devia ir buscá-la a algum lado porque isto é importante e nunca é demais lembrar.

Exercício pós-parto

O exercício no pós-parto:

1. Ajuda a recuperar a forma física

E com isto ajuda a subir a auto-estima, a sentirmo-nos donas do nosso próprio corpo novamente e a vermo-nos gradualmente voltar ao que éramos antes. Às vezes não dá jeito pôr maquilhagem, uns brincos ou colares; dias haverá (para mim já houve) que saímos com roupa toda a destoar, o cabelo penteado à pressa, até sapatos trocados. Mas no meio disto tudo sabe muito bem sentirmos o nosso corpo a recuperar.

2. Melhora a disposição e aumenta a energia

Especialmente importante no período pós-parto imediato, com os baby blues e as depressões pós-parto; o exercício físico liberta endorfinas, que sinalizam prazer e bem estar ao nosso corpo. Por outro lado, se praticarmos exercício em aulas de ginástica pós-parto tendemos a encontrar outras mães na mesma situação que nós e sentimo-nos menos sozinhas; às vezes até nos apercebemos que pensávamos estar a falhar nalguma coisa e afinal há muito mais mães a passar pelo mesmo.

3. Melhora a vinculação afetiva mãe/filho

Porque melhora a disposição, distrai e diminui os níveis de stress das mães.

4. Melhora a saúde cardiovascular

Este benefício é mais que conhecido e quem não quer estar saudável para aproveitar o tempo com o seu bebé?

5. Fortalece os músculos

Nomeadamente os músculos dorsais e lombares. Estes músculos são muito importantes quando transportamos os nossos bebés ao colo ou levantamos o carrinho para o arrumarmos no automóvel.

6. Estabelece um exemplo ao nosso bebé

Quando os bebés são pequenos, não percebem bem mas estes hábitos criam-se desde cedo e quanto mais cedo nós começarmos a praticar exercício, mais fortemente estabelecemos o hábito para nós, mães, e mais fácil será dar o exemplo às nossas crianças. Esta consequência, para mim, é a mais importante. Todas nós sentimos a responsabilidade de fazer mais e melhor pelos nossos bebés e tudo começa em casa. Está provado que as crianças de pais que gostam de praticar exercício físico comprometem-se mais com a atividade física e são mais saudáveis. Apesar de se ter comprovado que as mães mobilizam toda a família no sentido de praticar mais exercício, quando são motivadas para isso, também se verificou que as taxas de sedentarismo têm aumentado e que mais de metade das mães não pratica o nível de atividade física recomendado.

Efeito do Exercício físico sobre a Amamentação

Alguns aspetos que devemos conhecer sobre o efeito do exercício físico sobre a amamentação:

1. Não altera significativamente a composição do leite materno

A prática de exercício físico de moderada intensidade não altera em nada a composição. O exercício intenso está associado a diminuição esporádica (na alimentação seguinte ao exercício) dos níveis de anticorpo imunoglobulina A (sem relevância clínica) e a aumento do ácido lático na 1h30 seguintes (que não afeta o bebé).

2. A transpiração pode levar a acumulação de sal nos mamilos

O sal pode incomodar o bebé e levar a que não se queira alimentar ou pareça agitado; a solução é passar os mamilos por água a seguir ao exercício ou tomar um banho.

3. Não altera a quantidade de leite materno produzido

4. Não está associado a menor aceitação do leite materno por parte do bebé

A aceitação é a mesma entre mães que praticam atividade física e mães que não praticam, independentemente da intensidade do exercício; alguma agitação a seguir ao exercício poderá resultar do sal acumulado pela transpiração.

Que exercícios podemo fazer?

Existem vários tipos de exercício físico que podemos fazer, o mais comum sendo a ginástica pós-parto, que deve ser supervisionada por monitores com diferenciação nesta área. Alguns centros dispõem de amas que tomam conta dos bebés enquanto fazemos a aula de ginástica, permitindo superar o obstáculo de não termos com quem os deixar ou de poderem precisar de amamentar.

A corrida é um bom exercício cardiovascular mas só deve ser feita com o bebé quando este tem sustentação da cabeça (a partir dos 6 meses) e com carrinhos adequados.

Toca a mexer, se não por nós, pelos nossos bebés!